Desemprego
Reprodução/ CUT
Desemprego


Os 705 homens brancos que integram o grupo 1% mais rico do Brasil têm renda média mensal de R$ 111.944,50. O número é equivalente a 15,3% de toda a renda do país, porcentagem maior do que a renda média de todas as 32,7 milhões de mulheres negras que vivem no território nacional.


A renda média delas é de R$ 1.691,45, o que chega a 14,3% da renda nacional.


Os números são de um levantamento exclusivo do Made/USP (Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades, da Universidade de São Paulo) e foram divulgados pela Folha de S. Paulo. De acordo com a publicação, o estudo considera os dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), de 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2018, e da Declaração de Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF), da Receita Federal.


A avaliação feita por pesquisadores é de que esse cenário ilustra a dimensão da desigualdade social e racial existente no Brasil. Além disso, a pesquisadora Luiza Nassif Pires, do Made e do Levy Economics Institute do Bard College, nos Estados Unidos, ressalta que a pandemia serviu para concentrar mais a renda e, consequentemente, aumentar a desigualdade de gênero e raça.


"O efeito da pandemia tende a demorar mais para passar. A taxa de desemprego agora começa a cair primeiro para os homens brancos, enquanto a taxa de participação das mulheres negras no mercado segue em desvantagem", avaliou.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários