Viatura da PM de SP
Polícia Militar de SP/Divulgação
Viatura da PM de SP

Governadores se mobilizam para impedir a presença de policiais da ativa nos atos do próximo dia 7 , convocados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), para impedir o risco de conflitos. Entre as medidas tomadas nas últimas semanas, estão promoções, mobilização de efetivos extras que estariam de folga e o planejamento de operações para controlar a disciplina da tropa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

De acordo com a publicação, as ações foram tomadas em estados onde há mais episódios de indisciplina dos PMs, a maioria ligada à ação de políticos bolsonaristas, como o Ceará, Rio Grande do Norte, o Espírito Santo e São Paulo.

No Ceará e no RS, os governadores promoveram um número maior de agentes de segurança para driblar o congelamento de salários do funcionalismo público. No Espírito Santo, o governador decidiu colocar de prontidão todo o efetivo da PM no dia dos atos, evitando que os policiais da ativa compareçam aos protestos.

Já em São Paulo, a Operação Independência foi criada e mobilizou 27 mil PMs, sendo 3,6 mil deles somente para vigiar os atos da Avenida Paulista e do Vale do Anhangabaú. A Corregedoria da PM também deve colocar todo o seu efetivo nas ruas para vigiar possíveis infrações.

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Bolsonaro, no entanto, defendeu a participação dos policiais militares nesse sábado (4). "Hoje você vê alguns governadores ameaçando expulsar policiais militares que porventura estejam de folga no dia 7 e compareçam para festejar o 7 de Setembro. Se nós falarmos 'eu não sou policial militar, não tenho nada a ver com isso', aguarde que a sua hora vai chegar."

De acordo com o presidente, as manifestações darão uma "demonstração gigante de patriotismo" ao redor do país. "Aqueles 1 ou 2 que ousam nos desafiar, desafiar a Constituição, desrespeitar o povo brasileiro, saberá [sic] voltar para o seu lugar. Quem dá esse ultimato não sou eu, é o povo brasileiro. Povo esse no qual, repito, nós todos os políticos devemos lealdade".

Nesse sábado, o mandatário também realizou novas ameaças à democracia e aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em fala aos apoiadores no agreste pernambucano, Bolsonaro defendeu o "enquadramento" de "um ou dois" magistrados e disse que, caso este cenário não ocorra, "a tendência é de ruptura" .

Além dos atos a favor do governo, manifestações contrárias ao presidente estão previstas para ocorrer no feriado de independência do Brasil, em 7 de setembro, e estão confirmadas em ao menos 60 cidades pelo país

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