Polícia Federal contesta divulgação de depoimentos
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Polícia Federal contesta divulgação de depoimentos


A Polícia Federal determinou a abertura de inquérito para apurar o vazamento de depoimentos sigilosos enviados pela PF à CPI da Covid. Esses depoimentos faziam parte de duas investigações em andamento na Polícia Federal, uma sobre suspeita de prevaricação do presidente Jair Bolsonaro e outra sobre a compra da vacina Covaxin.

Ainda não está definido em qual unidade da PF irá tramitar esse novo inquérito sobre os vazamentos, tampouco quais devem ser os alvos das apurações.

As duas investigações foram enviadas pela PF à CPI, após requerimento da comissão. Em nota, a PF afirmou que enviou a íntegra dos dois inquéritos e os depoimentos de oito pessoas gravados em vídeo e sem qualquer edição. "Em obediência às disposições processuais penais e com o objetivo de resguardar o andamento das investigações, a Polícia Federal solicitou à comissão parlamentar o necessário sigilo das oitivas".

A nota diz ainda que "a PF determinou abertura de investigação para apurar o vazamento dos inquéritos e depoimentos".

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O GLOBO revelou ontem trechos do depoimento do deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) à PF, no qual ele relatou uma conversa com o então ministro da Saúde Eduardo Pazuello . Nesse diálogo, segundo Miranda, Pazuello teria relatado uma pressão do presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) para a liberação de emendas a municípios aliados. Lira negou

Posteriormente, outros veículos de imprensa também divulgaram vídeos dos outros depoimentos tomados pela PF nos inquéritos.

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