PM executado a tiros em Campo Grande
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PM executado a tiros em Campo Grande


O subtenente Luciano de Jesus Hipólito, executado a tiros por homens encapuzados no último sábado em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, já sofreu retaliação por integrar a milicia que comanda o bairro. Luciano foi investigado em 2007, em uma investigação interna da Polícia Militar após o comando do 3º BPM (Méier) receber denúncias de que o subtenente atuava em um grupo de extermínio de Campo Grande . A Delegacia de Homicídios investiga se milicianos estão envolvidos no assassinato do agente. A informação é do jornal Extra.

Na época, foi concluído que o policial estava envolvido em atividade clandestina de segurança, mas o caso foi arquivado e Luciano sofreu repreensão, segunda punição mais branda da corporação. De acordo com a conclusão da averiguação, Hipólito teria deixado de "cumprir ou fazer cumprir normas regulamentares na esfera de suas atribuições".  A punição esteve na ficha do PM até 2018 e foi retirada após pedido do próprio agente.

Após conclusão da investigação, em agosto de 2007, o subtenente foi homenageado pelo então deputado Natalino José Guimarães na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Segundo Natalino, a homenagem se justifica “pelos relevantes serviços prestados, sendo exemplo de dedicação e dignidade, pela eficiência e competência”. Dois anos depois, o ex-deputado foi condenado por comandar a milícia de Campo Grande junto de seu irmão Jerominho.

A organização criminosa é a mesma que passou a ser comandada pelo miliciano Ecko, morto no último dia 12, em Operação da Polícia Civil . A Polícia investiga se existe relação entre a morte de Luciano e a disputa de poder causada após a morte de Ecko.

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Hipólito foi vítima de uma emboscada quando passava pela Estrada do Cabuçu numa picape Chevrolet S10 blindada. Homens desembarcaram de veículos, encapuzados, e efetuaram disparos contra o carro de Luciano.

PM estava em carro blindado quando foi vítima de emboscada
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PM estava em carro blindado quando foi vítima de emboscada



O subtenente também era investigado pela execução de um homem durante uma operação no Morro do Quieto, na Zona Norte. A vítima, Robilson da Silva Leandro, foi atingida na barriga pelo PM, que na época alegou ter sido em defesa ao ataque de traficantes. Entretanto, exame de necropsia constatou a existência de vestígios de pólvora na ferida causada pelo projétil, o que indica que o disparo foi dado à curta distância. O PM seria julgado pelo crime este ano.


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