José Edvaldo da Silva em passeio de barco em Fernando de Noronha, momentos antes de se afogar
Foto: Arquivo Pessoal
José Edvaldo da Silva em passeio de barco em Fernando de Noronha, momentos antes de se afogar

Vídeos obtios pelo G1 mostram José Edvaldo da Silva, de 52 anos, momentos antes de morrer afogado no último dia 20, em Fernando de Noronha (PE) . O acidente ocorreu enquanto José praticava  "plana sub" , um esporte criado na ilha em que se mergulha usando uma prancha puxada por um barco. 

Segundo Elizabeth Verneque Cordeiro Silva,  esposa da vítima, o casal já havia feito a atividade na primeira vez em que visitou a ilha , há seis anos. A diferença foi que, desta vez, o passeio foi em grupo e puxado por um catamarã , ao invés de individual e com uma lancha.

O primeiro vídeo mostra José e outros turistas no mar e foi feito por uma pessoa que estava no barco. É possível ver o homem mergulhando , mas, segundo Elizabeth, o vídeo não registra o momento do afogamento .

Já a segunda gravação foi feita pela esposa e mostra o casal chegando ao local do acidente. “Vamos lá, mais uma aventura”, diz ela na filmagem.

Acidente

Elizabeth conta que no momento do passeio não ficou ao lado do mario, por isso não sabe o momento exato do acidente e nem ao certo o que aconteceu. 

“Não era algo perigoso. As águas eram calmas. Reparei que ele deu uma mergulhada, não era profunda, mas deu. Como ele não tinha experiência, pode ter acontecido alguma coisa embaixo e ele não conseguiu subir de volta. Mas uma coisa que me marcou foi que, antes de mergulhar, ele disse que não iriamos ver o pôr do sol”, afirma a esposa.

No final do passeio, assim que Elizabeth subiu no barco, procurou pelo marido e não o encontrou. Um tripulante disse que ele poderia estar no banheiro

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"Fiquei nervosa na hora, em pânico. Quando vi a porta do banheiro fechada, fiquei aliviada. Mas bateram e tiveram que arrombar. Ele não estava lá. Me ajoelhei no barco e fiz uma oração", conta Elizabeth. 

A esposa disse que todos que sabiam nadar entraram no mar para tentar achá-lo. “A alguns metros do barco, cheguei a ver uma mão fazendo sinal, pedindo ajuda. Achei que era meu marido, mas era uma mergulhadora”, afirma.

José Edvaldo foi resgatado pela profissional e chegou a ter os batimentos cardíacos recuperados. O Corpo de Bombeiros encaminhou a vítima até o hospital, onde aguardou a estabilização do quadro para que fosse transferido para Recife.

No entanto, ainda na noite do acidente, teve mais duas paradas cardiorrespiratórias e não resistiu. A causa da morte foi registrada como asfixia por afogamento , na declaração de óbito do IML.

José Edvaldo da Silva, de 52 anos, foi enterrado na tarde de terça-feira (25), em Ribeirão Branco , cidade onde nasceu e morava com a família no interior de São Paulo.




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