Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan
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Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan

Dimas Covas , diretor do Instituto Butantan declarou que o atual presidente, Jair Bolsonaro , faz “o jogo do vírus”. “O presidente está fazendo o jogo do vírus. Quando ele sai e leva seus seguidores para o meio da praça, ele está fazendo o jogo do vírus. Expõe as pessoas ao vírus: os resistentes sobrevivem e os outros morrem”, declarou. As informações foram apuradas pelo Metrópoles.

Covas diz acreditar que Brasil vai alcançar o triste recorde de 5 mil mortes diárias pela Covid-19. “Estamos num momento em que a velocidade de transmissão ainda é muito alta. Os especialistas apontavam que estávamos caminhando para isso, mas a opinião geral da população não era essa. E então cruzamos a casa dos 2 mil, já passamos da casa dos 3 mil, estamos indo para os 4 mil e vamos chegar a 5 mil mortes por dia”, disse Dimas, ao jornal Valor Econômico.

O diretor do Butantan ressalta que a vacina é um recurso essencial para conter a proliferação do novo coronavírus e ainda diz que a diminuição da transmissão do vírus deve ser contida urgentemente.“A transmissão será diminuída com a tomada de medidas amargas de afastamento social”.

Para ele, a maneira ideal de controlar a pandemia é “colocar toda a população por 14 dias dentro de casa”, mas ele entende que esse é o problema enfrentado atualmente. “Não se pode, por princípio, dizer que é impossível. Porque assim, estamos admitindo que vamos continuar tendo esse número de casos, de internações e de óbitos”, compartilhou.

Dimas explica que, para que isso ocorra, é preciso ter uma coordenação na política geral do país em relação às medidas de combate à pandemia do novo coronavírus. E só assim, o Brasil teria uma estabilidade no número de casos e mortes causadas pelo vírus.

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Quando questionado sobre a vacinação, o diretor do Butantan disse que até julho, o Brasil terá conseguido vacinar a população com mais de 60 anos e que possivelmente, parte da população de 50 anos. “É isso que nós vamos ter até o meio do ano. Estamos falando de 40 ou 50 milhões de pessoas. E 100 milhões de doses de vacinas”, disse Dimas.

Dimas se encontra receoso em relação ao plano de laboratórios adquirirem a vacina até o final do ano, como previu o governo federal. Em sua opinião, a demora do Ministério da Saúde em adquirir doses da vacina deixou o país dependente da disponibilidade do fornecedor.

“O ministério está tendo dificuldade de arrumar vacinas e não é só a do Butantan, está com dificuldades em relação a todas as vacinas exatamente por isso, todo mundo já se comprometeu, todos têm seus compromissos. Avançar nisso é muito difícil porque a demanda mundial é muito grande”, afirmou.

O diretor do Butantan ressaltou ainda que o avanço no número de casos e mortes no país acontece possivelmente pela nova variante encontrada.

“Em janeiro, a epidemia assumiu outros contornos. Não era o que estava previsto. Entre janeiro e fevereiro, apareceram focos explosivos em Manaus, em outros lugares, inclusive no estado de São Paulo, em Jaú, em Araraquara. Essa mudança tão rápida na dinâmica epidêmica só pode ser explicada por algum outro fator, que é a variante”, compartilhou.

Dimas ainda disse que Marcelo Queiroga só trabalhará de maneira eficaz no Ministério da Saúde, se tiver autonomia para atuar.

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