Aécio Neves era acusado de receber recursos de empresas em troca de benefícios
Claudio Andrade/Câmara dos Deputados
Aécio Neves era acusado de receber recursos de empresas em troca de benefícios

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes , arquivou uma ação contra o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) , acusado de receber propina e idealizar acordo entre empresas e a estatal Furnas Centrais Elétricas para indicações de cargos. Mendes considerou o pedido da Procuradoria-Geral da República , que argumentou não haver provas contra o parlamentar.

A acusação era baseada nas delações do doleiro Alberto Youssef e do ex-senador Delcídio do Amaral. Ambos afirmaram que Aécio teria recebido recursos em contratos entre empresas e Furnas. Os acordos, segundo os delatores, envolviam apoio político para indicação e manutenção de cargos.

Em sua justificativa, a subprocuradora-Geral da República, Lindôra Araújo, a Polícia Federal realizou diversas diligências e perícias nos materiais apreendidos, no entanto, não foi possível constatar a participação do parlamentar nas irregularidades.

“Apesar de a narrativa dos colaboradores apontar para a prática dos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro, não foi possível identificar outros elementos probatórios aptos a corroborar o que foi narrado”, pontuou Lindôra.

“Em que pese a comprovação de elementos informativos acerca da existência de contas bancárias de titularidade de familiares do parlamentar no exterior, não foi possível comprovar o recebimento de vantagem indevida”, concluiu a subprocuradora, em seu parecer.

Gilmar Mendes, entretanto, ressaltou que o arquivamento do inquérito não impede sua reabertura em caso de novas provas.

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