Andréa Beltrão foi uma das personalidades que assinou o manifesto
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Andréa Beltrão foi uma das personalidades que assinou o manifesto

Dezenas de atrizes e atores famosos assinaram um manifesto enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a declaração da  suspeição do ex-juiz Sergio Moro nos processos contra o ex-presidente Lula na Lava Jato . A carta já contava com o apoio de diversas personalidades políticas e de jornalistas.

"Conclamamos, por meio da presente carta, que o Supremo Tribunal Federal reconheça referidas violações e, consequentemente, acolha plenamente o habeas corpus e anule todos os processos relativos a Luiz Inácio Lula da Silva nos quais tenha havido participação dos procuradores da operação Lava Jato e do então juiz Sérgio Moro", diz um trecho do manifesto.

Confira a lista com artistas que assinaram a carta em defesa de Lula:

Alessandra Negrini
Aline Morais
Andrea Beltrão
Antonio Grassi
Bete Coelho
Bruno Garcia da Silva
Caio Blanco
Camila Márdila
Camila Morgado
Cristina Mutarelli
Cristina Pereira
Daniel Dantas
Debora Dudoc
Denise Fraga
Dira Paes
Ernesto Piccolo
Fábio Assunção
Fernando Alves Pinto
Gregório Duvivier
Guilherme Weber
Herson Capri
Imara Reis
Irandhir Gleriston Santos Pinto
Julia Lemmertz
Juliana Baroni
Letícia Sabatella
Lucelia Santos
Maeve Jinkings
Magali Biff
Malu Valle
Marcos Breda
Maria Ribeiro
Michele Malaton
Olivia Bygton
Orã Figueiredo
Osmar Prado
Otávio Müller
Pally Siqueira
Patrícia Pillar
Paula Burlamaqui
Paulo Betti
Renata Bruel
Rodrigo Bolzan
Rogério Beretta
Silvero Pereira
Silvia Buarque
Soraya Ravenle
Tuca Moraes
Vera Zimmermann
Wagner Moura

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Confira, também, a carta na íntegra:

"Os diálogos trazidos a conhecimento público em resposta a petições da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Supremo Tribunal Federal, nas últimas semanas, demonstram haver reiteradas violações ao devido processo legal, bem como ao dever de imparcialidade da jurisdição e, ainda, dos deveres impostos aos membros do Ministério Público, nas investigações e nas ações penais da operação Lava Jato, em especial àquelas relativas ao ex-presidente. Tais diálogos, examinados pela defesa com autorização judicial expressa, convergem para reforçar graves fatos contidos em habeas corpus trazido a esta Corte em novembro de 2018, com julgamento já iniciado, apontando a suspeição do julgador daquelas ações penais em relação ao ex-presidente Lula.

Todos possuem o direito a um julgamento justo, assim compreendido como aquele conduzido por um juízo ou tribunal independente e imparcial, e por meio da atuação de procuradores comprometidos, tecnicamente, com a função pública desempenhada, o que veda que figurem como advogados privados de acusação. A proibição do exercício de atividade particularista, político-partidária e ideológica consta do artigo 5º, inciso LIV, da Constituição brasileira de 1988; do artigo X da Declaração Universal dos Direitos Humanos; do artigo 14 do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos; do artigo 8º do Pacto de San José da Costa Rica; e, dentre outro, dos artigos 40, 54 e 67 do Estatuto de Roma, além dos Princípios de Bangalore de Conduta Judicial e dos Princípios Básicos das Nações Unidas para a Independência do Judiciário.

Com efeito, o processo penal contemporâneo é informado por determinados princípios e regras que, muito além de qualquer formalismo procedimental, é uma decorrência da própria relação que se estabelece entre o Estado e os indivíduos em termos civilizatórios, bem como de tutela de direitos individuais face ao poder de persecução do Estado. Portanto, as violações ao direito a um julgamento justo não implicam em singelos desvios procedimentais, mas em severa lesão à própria democracia constitucional.

Assim considerando, conclamamos, por meio da presente carta, que o Supremo Tribunal Federal reconheça referidas violações e, consequentemente, acolha plenamente o habeas corpus e anule todos os processos relativos a Luiz Inácio Lula da Silva nos quais tenha havido participação dos procuradores da operação Lava Jato e do então juiz Sérgio Moro, garantindo-lhe o direito a um julgamento justo conduzido por procuradores efetivamente públicos e por um juiz imparcial".

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