O governador do RJ em exercício, Cláudio Castro
Gabriel de Paiva em 09-10-2020 / Agência O Globo
O governador do RJ em exercício, Cláudio Castro

O governador interino do Rio, Cláudio Castro (PSC) , usou as redes sociais para rebater as críticas do governador de São Paulo, João Doria (PSDB) , sobre a f lexibilização das medidas de contenção da disseminação do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Rio de Janeiro.

"Respeito o governador de SP. Reconheço sua liderança, mas acho que está fora do tom. Espero que sua atitude não seja reflexo do novo cenário eleitoral, e sim por conta do aumento de casos da Covid. Recomendo a ele um chá de camomila e que cuide de SP, porque, do Rio, cuido eu", escreveu o governador no Twitter.

Castro é um dos cinco governadores que retiraram seu nome de carta assinada em conjunto, chamada de "Pacto Nacional em Defesa da Vida e da Saúde" . Também retiraram o nome do documento os governadores do Amazonas, Rondônia, Paraná e Santa Catarina.

"Lamento que o Rio de Janeiro , onde vivi parte da minha vida e conheci a minha esposa e tenho tantos e tantos amigos, ao invés de ter medidas que restrinjam - e com isso protejam a sua população - façam exatamente o caminho oposto. Mas não cabe a mim fazer esse juízo. Esse juízo deve ser da população do Rio de Janeiro", disse Doria.

Ao comentar sobre possíveis restrições a viagens interestaduais, o governador declarou que "não fará restrições aos nossos vizinhos, nós somos um só país".

Durante sua fala, o governador voltou a fazer críticas ao governo federal, dizendo que "lamentavelmente" não há uma coordenação nacional para o combate à pandemia. Segundo Doria, são os governadores, principalmente os que assinaram o pacto nacional, que estão comprometidos nessa coordenação, e reforçou que espera que os outros governadores que não assinaram o pacto "possam refletir sobre isso".

Doria destacou o trabalho dos governadores que assinaram o pacto "Todos esses 22 governadores estão trabalhando, inclusive em alguns casos consorciadamente, para a aquisição de mais vacinas independentemente do governo federal, que sistematicamente diz que comprou vacinas, comprou vacinas e comprou vacinas. O que nós precisamos é das vacinas, e não do anúncio das vacinas. Pessoas querem vacinas no braço, e não no papel. Não é isso que está acontecendo", disse.

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