Paulo Arronezi e Viviane Vieira
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Paulo Arronezi e Viviane Vieira

O corpo da juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, de 45 anos, do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ),  assassinada a facadas pelo ex-marido, o engenheiro Paulo José Arronenzi, de 52 anos — na véspera de Natal — será cremado no Cemitério da Penitência, no Caju, Zona Portuária do Rio, na manhã deste sábado (26).

A informação é da Associação dos Magistrados do Estado do Rio (Amaerj). O corpo da magistrada deixou o Instituto Médico Legal (IML) na manhã desta sexta-feira.

Paulo José Arronenzi deixou a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e foi encaminhado para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio. Segundo a Polícia Civil, o suspeito, que passou a noite na delegacia,  foi indiciado por feminicídio.

Ele se recusou a prestar esclarecimentos e afirmou que só falará em juízo. A magistrada foi esfaqueada na Avenida Raquel de Queiroz, na Barra da Tijuca, na frente das filhas do casal, por volta das 18h desta quinta-feira. A faca do crime não foi encontrada pelos investigadores. No entanto, outras três facas foram encontradas no veículo do acusado.

O presidente da Amaerj, o juiz Felipe Gonçalves, manifestou a repulsa da entidade e dele, na condição de colega, ao crime que ele definiu como brutal. Poucas horas após o assassinato de Viviane, o magistrado revela que telefonou para o secretário da Polícia Civil, o delegado Allan Turnowski, e cobrou rigor no caso.

"A Amaerj está à disposição da família, com quem já estamos em contato. A doutora Viviane Amaral não será esquecida. Conversei esta noite (quinta-feira) com o secretário de Polícia Civil do Estado do Rio, delegado Allan Turnowski. Também falei com o delegado Pedro Casaes, que esteve no local do crime. Posso afiançar: esse crime não ficará impune. O feminicídio tem o repúdio veemente da sociedade brasileira. O Brasil precisa avançar. O que ocorreu nesta quinta-feira na Barra da Tijuca é absolutamente inaceitável", afirmou o presidente ao site de notícias da instituição.

Viviane Vieira do Amaral Arronenzi integrava a magistratura há 15 anos. Atualmente, trabalhava na 24ª Vara Cível da Capital. Antes, atuou na 16ª Vara de Fazenda Pública.

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