Um dos alvos da operação, Tailon foi preso em casa em um condomínio de luxo no Recreio
Reprodução / TV Globo
Um dos alvos da operação, Tailon foi preso em casa em um condomínio de luxo no Recreio

Sete suspeitos foram presos em uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro contra a milícia que atua em Rio das Pedras e na Muzema, na Zona Oeste do Rio, na manhã desta terça-feira, dia 8. A Operação Sturm visa a cumprir nove mandados de prisão e 14 de busca e apreensão contra os milicianos que agem nos dois bairros e adjacências. Um dos detidos é Tailon de Alcântara Pereira, suspeito de ser um dos chefes da quadrilha, foi preso em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes.

Ele é filho de Dalmir Pereira Barbosa, um ex-policial militar citado na CPI das Milícias em 2008, expulso da polícia naquele ano e atualmente preso. Dalmir era um dos chefes da organização e denunciado na operação Intocáveis II. Após a prisão do pai, quem assumiu a função de chefiar a milícia na região foi Tailon. Os outros presos na ação desta segunda-feira foram Carlos Magalhães Antunes, Clodoaldo Dias Godinho, Clayton Luiz Vieira, Ronny Pessanha de Oliveira, Gilbert Loback e Antonio Nunes Lopes, vulgo Tonho.

A operação é feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) em conjunto com a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).

"A investigação foi instaurada pouco antes do desabamento daqueles edifícios na Muzema. Quando esse fato trágico ocorreu, aportaram diversas denúncias anônimas na delegacia indicando partícipes, pessoas responsáveis por aquelas construções irregulares. Então, a investigação acabou focando um pouco na questão das construções irregulares", explicou o delegado Marcelo Winter em entrevista ao "Bom Dia Rio", da TV Globo.

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A Draco iniciou investigações em abril de 2019 – entre as operações Intocáveis I e Intocáveis II – e conseguiu identificar integrantes da mesma organização criminosa que, até então incógnitos, exploravam diversas atividades ilícitas, especialmente a exploração imobiliária clandestina na região. Segundo a políica, os empreendimentos foramfeitos sem capacitação técnica, controle ou garantia acerca da higidez das obras e construções.

Um grande exemplo desse risco é a tragédia ocorrida em 12 de abril de 2019, na qual  dois edifícios irregulares situados no Condomínio Figueiras desmoronaram na região da Muzema e 24 pessoas morreram.

Como a quadrilha agia

Segundo a denúncia do MPRJ, além do comando de Taillon e Dalmir Barbosa, os papéis dos outros denunciados também foram detalhados. Jocemir de Santana Souza, o Semir, era o cobrador da organização criminosa. O núcleo de segurança é composto por Gilbert Silva Loback, o VP; pelo policial militar Ronny Pessanha de Oliveira, o Caveira; e por Carlos Magalhães Antunes, o Carlinhos do Sítio. Os três também extorquem dinheiro de comerciantes com ameaças e armas de fogo de grosso calibre.

Já Clodoaldo Dias Godinho, o Gaúcho; Ivonaldo de Souza Costa, o Pepe; Antonio Nunes Lopes, o Tonho; e Clayton Luiz Vieira integram o núcleo imobiliário. Eles atuam na ocupação do solo, execução de obras e locação. Todos foram denunciados por integrarem organização criminosa .

Antônio Nunes Lopes também foi denunciado pelo crime de comércio ilegal de ama de fogo, por ter vendido clandestinamente armas de fogo para os comparsas. Os mandados de prisão e busca e apreensão foram expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada da Capital.

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