incendio
Reprodução/Twitter
Hospital Federal de Bonsucesso foi atingido por incêndio

As testemunhas do incêndio no Hospital federal de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, vão começar a ser ouvidas pela Polícia Federal nesta terça-feira, dia 10, quase duas semanas depois da tragédia que já deixou 14 pessoas mortas. De acordo com a PF, as primeiras pessoas que serão ouvidas são as que estavam envolvidas diretamente no pronto atendimento.

O delegado responsável pela investigação vai interrogar a primeira pessoa que se deparou com o início do incêndio na unidade de saúde, na manhã do dia 27 de outubro.

As testemunhas serão chamadas por ordem de hierarquia, assim, o diretor da unidade federal, Dr. Edson Joaquim Santana, deve ser um dos primeiros intimados a depor. Ele já havia prestado um depoimento à PF de maneira informal. Funcionários como seguranças, médicos e enfermeiros também estão sendo chamados para depor.

A PF analisa imagens da câmeras de segurança do Prédio 1 para descobri a causa do incêncio no Hospital de Bonsucesso. No dia 30 de outubro, três dias após o incêndio, os peritos do órgão conseguiram entrar no almoxarifado. A planta do hospital foi entregue pela direção do HFB.

Naquele mesmo dia, um delegado da Polícia Federal se reuniu com o diretor da unidade de saúde na sede do centro médico. O ortopedista entregou vários documentos para a PF sobre a atual situação estrutural do complexo formado por seis prédios.

Os peritos querem saber o que causou o incêndio que teria começado no almoxarifado do Prédio 1. Especula-se que material inflamável teria feito com que o fogo se alastrasse rapidamente por todo o subsolo. Tudo que estava ali foi consumido, como equipamentos de raios-x e de tomografia.

A Polícia Federal não tem data para concluir o inquérito. Em nota, a instituição disse que “foi instaurado Inquérito Policial para apurar as circunstâncias do fato”. Ainda de acordo com a PF, o órgão não vai comentar o andamento da investigação.

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