A ação teria sido motivada por um vídeo de 2017
Reuters
A ação teria sido motivada por um vídeo de 2017

A Justiça negou um pedido de indenização por danos morais de Jair Bolsonaro contra o padre Júlio Lancellotti . A ação apresentada pelo presidente foi motivada por causa de um vídeo divulgado pelo padre, em 2017, no qual ele afirma ser impressionante que o então candidato à Presidência da República reunisse tantos seguidores apesar de seus "posicionamentos homofóbicos e violentos". As informações são do UOL.

Ao analisar o pedido, o juiz Marcelo Nobre de Almeida, da 7ª vara Cível do Rio de Janeiro, concluiu que expressar críticas que não extrapolam os limites do respeito e tolerância não são consideradas danos morais.

O vídeo

Às vésperas do Dia da Mulher, em 2017, o padre Júlio Lancellotti usou um vídeo para defender os direitos das mulheres, fazer críticas ao machismo e à homofobia. Nessa época, Bolsonaro ainda era candidato à Presidência e, nas imagens, Lancellotti o caracterizou como "homofóbico, pessoa violenta e que defende o extermínio dos gays, além de defender a submissão da mulher perante os homens".

Devido às críticas, Bolsonaro decidiu pedir indenização por danos morais. No entanto, para o juiz que julgou o processo, o posicionamento do padre é forte e incisivo, mas não apresenta o "animus específico de injuriar ou ofender o autor".

"O que se verifica foi ter ocorrido uma tentativa de defesa mais veemente de uma outra visão dos temas que eram objeto da pregação e que são diametralmente opostos ao que é utilizado como bandeira pelo demandante", destacou.

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