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Divulgação/Governo de São Paulo
Governador João Doria e CoronaVac


Em meio à polêmica em torno da aquisição da vacina CoronaVac pelo governo federal , que está sendo desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, a embaixada da China no Brasil afirmou que o país tem um compromisso de que os imunizantes desenvolvidos naquele país se tornem um "bem público global".


"A China cumprirá o seu compromisso de tornar as vacinas chinesas num bem público global depois de se concluírem as devidas pesquisas e aprovações. Vai fornecer com prioridade aos países em desenvolvimento e fazer contribuição chinesa para garantir a acessibilidade e disponibilidade de vacinas aos países em desenvolvimento", disse a embaixada.

A instituição reiterou que quatro vacinas chinesas se encontram na terceira fase dos ensaios — quando a vacina é testada em um número maior de voluntários para comprovar sua eficácia. Segundo a nota, concluída a Fase III com sucesso, os países em desenvolvimentos serão os maiores beneficiados.

Na resposta, a embaixada destaca que a intenção é que os imunizantes sirvam para proteger a população mundial , incluindo a do Brasil. "Qualquer vacina, quando tiver sua segurança e eficácia comprovada, será valiosa para proteger as populações do mundo, incluindo a do Brasil", afirmou.

Nesta quarta-feira (21), um dia depois de o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciar a intenção de adquirir do Instituto Butantan 46 milhões de doses da vacina CoronaVac, o presidente Jair Bolsonaro negou que isso vá acontecer.

Disse que qualquer vacina, antes de ser disponibilizada à população, deverá ser comprovada cientificamente pelo Ministério da Saúde e certificada pela Anvisa, pois "o povo brasileiro não vai ser cobaia de ninguém".

Desautorizada pelo presidente , a pasta esclareceu que o ministro foi mal interpretado. A Coronavac está sendo desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan, do governo de São Paulo.

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