Prefeito de Manaus%2C Arthur Virgílio Neto
Foto: Michel Filho / Agência O Globo
"Minha preocupação é salvarmos vidas aqui no Amazonas, então sou a favor do lockdown por entender que é recomendado pela Fiocruz", disse o prefeito de Manaus

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), propôs ao governador, Wilson Lima (PSC), que seja decretado lockdown de duas semanas na capital do estado após o aumento no número de casos de Covid-19.

De acordo com os dados da Secretaria de Saúde, nas últimas duas semanas de setembro, os novos casos da doença superaram os registrados no mesmo período em agosto. O Amazonas registra 4.031 mortes pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) e 136.708 casos.

"Eu propus ao governador que atuemos junto nisso e a sugestão que dei é que nós façamos uma coisa que pode ser desagradável. Minha preocupação é salvarmos vidas aqui no Amazonas, então sou a favor do lockdown por entender que é recomendado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), é recomendado pelo mundo científico e, notadamente, os casos de covid vão crescendo demaneira lamentável e perigosa na nossa terra", disse Arthur Virgílio Neto em entrevista à GloboNews.

Em 18 de setembro, a prefeitura de Manaus decidiu fechar a praia do Complexo Turístico Ponta Negra, principal ponto turístico da capital. A prefeitura também ampliou, de 11 para 18, o número de Unidades Básicas de Saúde (UBS) para atendimento preferencial de casos de covid-19.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da prefeitura de Manaus afirmou que "desde que os números de casos confirmados de Covid-19 e de internações em hospitais da cidade por causa da doença cresceram, a prefeitura de Manaus vem tomando medidas para a proteção da população".

O Governo do Amazonas também voltou a decretar o fechamento de bares e balneários em Manaus. A medida foi anunciada na última quinta-feira (24) e valerá por 30 dias a partir da sexta (25). As novas restrições proíbem o funcionamento de: bares, balneários, casas de show e flutuantes (estabelecimentos que funcionam às margens do rio).

Também fica proibida a permanência nas praias de Manaus. Restaurantes e lojas de conveniência podem continuar a operar até as 22h.

Em caso de descumprimento das determinações, o decreto estabelece advertência, multa diária de até R$ 50 mil - por cada reincidência - para pessoas jurídicas, embargo ou interdição de estabelecimentos.

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