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O PM Igor Ramalho Martins, apontado como chefe do bando

Uma operação da Polícia Civil, deflagrada nesta terça-feira (8), mira cinco policiais militares que foram indiciados e denunciados por fazerem parte de uma mílicia. O chefe do bando, segundo as investigações, é o PM Igor Ramalho Martins, que já está preso. Ele teria ligação com Wellington da Silva Braga, o Ecko - miliciano mais procurado do Rio -, e também com Edgar Alves de Andrade, o Doca, apontado como um dos chefes da maior facção criminosa do estado. Além dos PMs, os agentes visam a cumprir outros dois mandados de prisão preventiva e 43 de busca e apreensão. A ação foi batizada de Total Flex.

Além de Igor, foi preso também o policial militar Rodrigo Dias Renovato Alonso. Houve apreensão de telefones celulares e armas . São procurados os PMs Maurício da Silva Santos, Leandro Santos Macedo e Bruno Cardoso da Silva Oliveira. A operação é da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), com o apoio da Delegacia de Repressão Às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e outras unidades da Polícia Civil.

De acordo com as investigações, Ecko teria oferecido R$ 300 mil a Igor que o PM sequestrasse um funkeiro. O cantor seria executado. Igor teria esperado o funkeiro próximo à Favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio, mas não conseguiu concretizar o crime.

As investigações mostraram também que Igor tinha a ajuda de outros investigados para receber informações sobre pessoas recebiam altas quantias. A partir daí, ele planejava o roubo das quantias, revelou o inquérito. Um desses roubos seria o de R$ 150 mil de um seguro de vida recebidos por uma mulher.

Polícia começou a investigar bando após vítima ser carbonizada

A apuração da polícia sobre q quadrilha formada pelos PMs começou em novembro de 2019, após um assassinato ocorrido em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense - na ocasião, a vítima foi carbonizada em meio a pneus. Durante a investigação dessa morte, os agentes identificaram a existência da organização criminosa. O bando é apontado como autor de crimes como homicídios, roubos, extorsões, associação para o tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.

As principais atividades lucrativas da milícia são, segundo a polícia, exploração de sinal clandestino de TV e internet, suposto serviço de segurança - que na realidade não passam de extorsões, apontam os investigadores - e também roubos.

Além da Polícia Civil, participam da operação equipes da Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), da Polícia Militar .

PM diz apoiar ação

Em nota, a assessoria de imprensa da Polícia Militar disse que a Corregedoria da corporação apoia as ações, que são conduzidas pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).

A PM destacou ainda que a corporação, "como tem demonstrado ao longo de sua história, não compactua e pune com o máximo rigor os desvios de conduta, quando constatados, cometidos por seus membros".

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