Mark Edward Mills
Reprodução
Homem foi solto e filho será devolvido para a mãe.

Foi detido no domingo em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, um australiano que sequestrou o próprio filho, de 4 anos, e fugiu com ele de Buenos Aires, na Argentina, para o Brasil. Mark Edward Mills, de 42 anos, tinha o paradeiro desconhecido desde o dia 25 de agosto, quando combinou com a ex-mulher que passaria o dia com a criança.

Segundo a Polícia Militar, agentes do 25º BPM (Cabo Frio) realizavam patrulhamento pela Rua Comandante Ituriel, no bairro Fluminense, em São Pedro da Aldeia, quando abordaram Mills, que apresentou atitude suspeita. Questionado, ele não soube informar os policiais qual era o endereço e a localização da mãe da criança e foi encaminhado para 125ªDP (São Pedro da Aldeia).

Na delegacia, segundo a Polícia Civil, foi feita comunicação da situação irregular dele no país à Polícia Federal. O australiano, porém, não ficou preso. Segundo a Civil, "não havia contra ele nenhum mandado de prisão internacional ou situação flagrancial" que justificasse a prisão. Mills foi liberado e se comprometeu a comparecer na sede da PF para regularização do visto. A criança foi encaminhada ao Conselho Tutelar e o consulado da Argentina, com uma procuração da mãe, vai se encarregar de buscar a criança para que ela seja repatriada.

Segundo o jornal argentino "La Nación", durante o desaparecimento da criança, a mãe do menino não perdeu totalmente o contato com o ex-companheiro porque ele realizou algumas videochamadas nas quais mostrava que estava com o filho. Ela denunciou que foi ameçada pelo homem, e que quando ele avisou que havia saído da Argentina, exigiu que fosse providenciado um documento entregando a guarda do filho para ele. Só assim a mulher poderia encontrar a criança novamente.

"Estamos muito aliviados e gratos à polícia brasileira" disse uma pessoa próxima de Mills ao "La Nación".

Entenda o caso

A notícia de que Mills havia deixado a Argentina ilegalmente veio por meio de uma mensagem de áudio dois dias depois do desaparecimento, quando a mãe já havia registrado o caso no Juizado local. A suspeita inicial era de que pai e criança estivessem no México, onde o casal viveu antes da separação que ocorreu em maio. A mulher retornou para a Argentina, onde vive a família dela, após denunciar o marido por violência. Segundo ela, o ex-companheiro se tornou viciado em drogas e era um homem agressivo.

No dia 25 de agosto, Mills, sabendo que a ex-mulher trabalha no mercado imobiliário, sugeriu que ela fosse ao bairro Palermo para mostrar um apartamento a uma pessoa que ele conhecia. Chegando ao local, porém, a mulher o encontrou. Ela não havia levado consigo o chamado "botão de pânico", um dispositivo com o qual poderia solicitar ajuda e cedeu quando Mills disse que ficaria apenas uma semana na cidade e pediu para ficar com o menino até o dia seguinte.

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