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Reprodução/Google Street View
Hospital Municipal Evandro Freire


Profissionais e pacientes do Hospital Municipal Evandro Freire, na Ilha do Governador, passaram por um susto na madrugada desta sexta-feira (21), quando um homem entrou armado na unidade, inconformado com a morte de seu pai, ocorrida na noite de quinta-feira.


De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o homem entrou pelo Centro de Emergência Regional (CER) e apresentava desequilíbrio emocional após receber a notícia da morte de seu pai .

Ainda de acordo com a pasta, gestores do hospital acionaram as autoridades policiais, que registraram a ocorrência e o conduziram para fora da unidade. Uma sindicância foi instaurada pela direção do Evandro Freire para estabelecer a dinâmica do fato.

"A direção do Hospital Evandro Freire se solidariza com a família nesse momento de luto e informa que, durante o período da internação, o paciente recebeu toda a assistência devida ao caso. Os familiares foram notificados da morte em acordo com o protocolo", conclui a SMS em nota.

Procurada, a Polícia Militar afirmou apenas que, nesta sexta-feira, policiais do 17ºBPM (Ilha do Governador) foram acionados para atender ocorrência em uma unidade de saúde na Ilha do Governador, e que o comandante da unidade instaurou um procedimento apuratório "para verificar as circunstâncias da ocorrência".

Ao portal G1, uma pessoa ligada ao hospital afirmou que os PMs que atenderam a ocorrência orientaram que funcionários ameaçados por Fabricio não fizessem o registro do caso na delegacia da região.

A Polícia Civil afirmou ao Globo que, segundo informações da 37ª DP (Ilha do Governador), até o momento não houve registro desse caso na delegacia.

Caso parecido em junho, no Ronaldo Gazolla

Há dois meses, no dia 12 de junho, um grupo de cinco pessoas da mesma família entrou no Hospital municipal Ronaldo Gazolla, unidade de referência no tratamento da Covid-19 no Rio, e  provocou tumulto em alas restritas a médicos e pacientes, inconformados com a morte de uma parente pela doença.

Eles não estavam armados, mas uma mulher chegou a chutar portas , derrubar computadores e, de acordo com profissionais, teria até tentado invadir leitos de pacientes internados. Na ocasião, a Guarda Municipal precisou ser acionada para contê-los.

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