Extremista pode ter que pagar R$1 milhão por expor menina vítima de estupro

Menina de 10 anos que engravidou após ser estuprada por parente deixou hospital. Seu destino é mantido em sigilo para preservá-la de extremistas

Cisam, maternidade na qual menina passou por processo para interromper gravidez
Foto: Google Street View
Cisam, maternidade na qual menina passou por processo para interromper gravidez

A Promotoria de Infância de Juventude do Ministério Público do Espírito Santo ajuizou ação civil pública contra a extremista conservadora Sara Giromini, por ter tido acesso ilegal a detalhes do caso da menina de 10 anos,  vítima de estupro no município de São Mateus, no Espírito Santo, e ter divulgado o nome da criança e do hospital onde ela seria atendida para procedimento de aborto . Os promotores pedem que ela seja condenada a pagar R$ 1,320 milhão, a título de indenização por danos morais coletivos.

Devido à exposição do caso, dificilmente a criança vítima de estupro poderá continuar morando no município de São Mateus, no norte do Espírito Santo.

Nesta quarta-feira, a menina, que foi para Recife para interromper a gravidez , teve alta médica e deixou o Cisam (Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros), da Universidade de Pernambuco.

O governo do Espírito Santo disponibilizou uma aeronave para a vítima de estupro e a avó. Não há informações sobre o destino da criança, para evitar que a menina volte a ser hostilizada por extremistas anti-aborto.