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Arthur Virgílio, prefeito de Manaus

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), que se recuperou da Covid-19 após  31 dias internado para combater a doença, disse nesta sexta-feira (31) que a posição do Brasil no combate ao novo coronavírus (Sars-CoV-2) é "vexatória".

"Fiz de tudo para me recuperar e acho que é meu dever explicar para as pessoas: se cuidem. Está vexatória a posição do Brasil, o segundo em mortes", disse o prefeito em entrevista à CNN Brasil .

Ao comentar a atuação do presidente do Jair Bolsonaro (sem partido) na presidência, Virgílio Neto fez uma comparação com o governo de Delfim Moreira, que foi presidente entre 1918 e 1919.

"Estava vendo hoje o presidente lá no Piauí fazendo uma brincadeira, enfim, e às vezes me lembra o presidente Delfim Moreira, hoje avenida no Rio de Janeiro. Alheio a tudo enquanto outras pessoas tentam fazer o dia a dia de uma gestão, as dificuldades são muito grandes."

O prefeito ainda afirmou que "a gente tem que sair desse esquema dele e entrar num tratamento de precaução rápida, dura, boa, porque a doença é cruel, é imprevisível".

Virgílio Neto também falou sobre sua recuperação e disse que "sequelas ficam". "A sequela mais visível é que, às vezes, se eu falar muito eu tenho acessos de tosse, talvez lembrança do meu passado de menino asmático. Muito duro, se eu pudesse fazer uma recomendação às pessoas, eu faria: não peguem essa doença", afirmou o tucano.

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