Presidente da Câmara dos Deputados criticou postura do governo federal
Câmara dos Deputados/Maryanna Oliveira
Presidente da Câmara dos Deputados criticou postura do governo federal

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quinta-feira que o governo federal precisa atuar de forma concreta em defesa do Meio Ambiente para evitar o boicote de mercados e investidores estrangeiros. Em entrevista à CNN Brasil, Maia disse que não adianta trocar o ministro da área, Ricardo Salles, se não forem desenvolvidas ações efetivas para a preservação da floresta Amazônica.

Nas últimas semanas, setores empresariais passaram a pressionar o governo com o objetivo de mudar a política ambiental no país. O temor é que setores importantes sejam prejudicados pela falta de credibilidade do Brasil.

Maia disse que vai participar na próxima semana de uma reunião com deputados para discutir pautas relacionadas ao Meio Ambiente. Segundo ele, as propostas podem ser objeto de deliberação este ano. A ideia formar um grupo que tenha interlocução com o vice-presidente da República, Hamilton Mourão. O governo delegou a Mourão a responsabilidade de centralizar ações de combate ao desmatamento e queimadas na Amazônia.

"Em certos temas os problemas não são as pessoas. O problema é a posição do governo. Se o governo, com a constituição do grupo do vice-presidente Mourão e os outros ministros, vai ter uma posição mais firme, ativa, na defesa do Meio Ambiente, eu não vejo problema em relação a nomes. (Se o) Ministro (será) A, Salles, ou outro. A grande questão é se não houver clareza sobre a posição do governo, se a narrativa não for correta. Mais do que isso, se as ações do governo sobre isso (Meio Ambiente) não forem concretas. Não adianta trocar um ministro por outro que não vai resolver o problema. Então, importante é que o governo compreenda a importância do tema", disse Maia.

Maia defendeu a aprovação das reformas e a proteção ambiental para gerar crescimento. "(O grupo da Câmara) primeiro, claro, vai legislar. Olhar o que temos de propostas de legislação, o que está tramitando, o que não está, os exemplos de outros países que estão avançando, junto com a função do parlamento de fiscalizar os atos do Poder Executivo. Um grupo que possa trabalhar integrado ao grupo criado pelo presidente liderado pelo vice-presidente Mourão em relação à questão da floresta Amazônica", declarou.

E complementou: "Então, acho que a gente precisa estar mais ativo neste tema. É uma demanda importante, a preocupação é grande. Precisamos, como brasileiros, da necessidade da preservação do meio ambiente. Mas, mais do que isso, a necessidade que nós temos sabendo que esse é um tema fundamental para os investidores estrangeiros", afirmou.

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