BRT cheio
Hermes de Paula / Agência O Globo
O espaço de 120 pessoas no BRT deve ser distribuído entre 24 e 30 pessoas


No primeiro dia de novas determinações sobre passageiros em pé em ônibus e no BRT, o cenário é o de costume do carioca nesta quinta-feira (9). Pela manhã, filas para acessar os veículos fazem aglomerações se formarem em algumas estações.


Apesar do sinal sonoro, ainda há dificuldade na hora de as portas serem fechadas para que os veículos sigam viagem. Em algumas linhas, os articulados já chegavam ao Mato Alto com passageiros em pé , e ficando mais cheios ainda no horário de pico, ultrapassando o limite de usuários permitido.

As sinalizações até já estão feitas no chão de alguns articulados do BRT , que demarcam a distância mínima permitida entre os passageiros em pé, mas um número bem maior que duas pernas se dividiam a cada 2 metros quadrados nos veículos que deixavam a estação Mato Alto, em Guaratiba, na Zona Oeste, no início desta manhã.

Pelas novas regras da prefeitura, cada articulado, que normalmente têm espaço para até 120 pessoas em pé, agora só pode transportar de 24 a 30 passageiros, a depender do tamanho do veículo, enquanto nos ônibus convencionais o limite é de 12 usuários.

A desconfiança com as novas determinações é comum entre os passageiros. Para alguns, as marcações não farão diferença no dia a dia, e a lotação nos coletivos continuará, aumentando o risco de contaminação em meio a pandemia da Covid-19 .

"Ontem, voltando do trabalho, vi a marcação no chão, mas estava lotado, assim como está hoje. As pessoas não respeitam, e não vimos nenhuma fiscalização. Espero que mude, mas tenho minhas dúvidas", avaliou a cuidadora de idosos Maria Eliana da Silva, enquanto seguia para o trabalho.

O decreto do prefeito Marcelo Crivella  (Republicanos) que permite os ônibus convencionais e os BRTs a transportar passageiros em pé foi publicado no último dia 22, o que estava proibido desde março, por conta da pandemia.

A medida foi regulamentada três dias depois, com uma série de obrigações tanto para os passageiros como para as concessionárias. Ao entrar no coletivo, o usuário terá de ocupar o espaço onde haverá uma sinalização gráfica, de modo a garantir o distanciamento entre os passageiros e evitar aglomerações.

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