Queiroz não resistiu à prisão
Polícia Civil / Rede Globo / Reprodução
Queiroz não resistiu à prisão

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) afirma que o miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, o Capitão Adriano, morto pela polícia da Bahia em fevereiro, transferiu mais de R$ 400 mil para as contas de Fabrício Queiroz.

Ex-policial do Bope, Adriano era acusado de integrar uma das principais milícias da cidade do Rio.

Queiroz foi preso na quinta-feira (18). Ele é apontado pelos investigadores como o operador financeiro de uma organização criminosa que funcionava no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Ainde de acordo com o MPRJ, Adriano e Queiroz se conheceram no início dos anos 2000, quando atuaram juntos na Polícia Militar do Rio. 

Os promotores chegaram ao valor de R$ 400 mil utilizando como base as transferências identificadas por instituições financeiras e a correspondência de valores somadas aos depósitos em espécie feitos pela ex-esposa e também pela mãe de Nóbrega – respectivamente Danielle Mendonça da Costa e Raimunda Veras Magalhães.

As duas foram lotadas no gabinete de Flávio Bolsonaro quando este exercia mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa do RIo de Janeiro (Alerj). De acordo com a investigação, as duas eram funcionárias fantasmas. 

“Com base nas transferências identificadas pelas instituições financeiras ou pela correspondência de valores, somadas aos saques em espécie realizados pela ex-esposa e pela mãe do ex-policial acusado de integrar milícia, (...) é possível estimar que o falecido Adriano Magalhães da Nóbrega possa ter transferido mais de R$ 400 mil para as contas de Fabrício Queiroz”, afirma o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) no pedido de prisão preventiva de Queiroz.

Na véspera do julgamento de recurso extraordinário pelo STF que viria a revogar a decisão de suspender investigações contendo dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Queiroz avisou a mulher que o advogado Botto Maia a procuraria para uma conversa pessoal e para monitorar o contato que viria a ser feito com Adriano Nóbrega.Na época, Queiroz temia que as investigações sobre ele fossem retomadas, segundo o MP-RJ.

No dia seguinte, Márcia telefonou para a mãe de Adriano Nóbrega para falar sobre a proposta que lhe fora transmitida pelo advogado Botto Maia. “Horas mais tarde, possivelmente depois de consultar seu filho, Raimunda Veras Magalhães pediu que Márcia Oliveira de Aguiar a encontrasse em Astolfo Dutra em 1º de dezembro de 2019 para discutirem pessoalmente a proposta com a esposa de Adriano Nóbrega, que chegaria no dia 3 de dezembro de 2019”, relata o MP-RJ no pedido de prisão de Queiroz.

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