Mandetta
Agência Brasil
"Vírus já mostrou que não é bonzinho com ninguém", afirmou o ex-ministro

Nesta segunda-feira (25), Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde do Governo Bolsonaro, lamentou o aumento nos números da pandemia do Covid-19 no Brasil e citou alguns fatores que fizeram a doença atingir um total de 374 mil casos confirmados e mais de 23 mil mortes no país . Para ele, as constantes mudanças no comando da pasta, aliadas ao ritmo de contágio da doença, foram os principais problemas.

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"Quando troca-se a equipe de primeiro, segundo escalão, leva-se muito tempo para que se organize para enfrentar com medidas rápidas o que precisa ser enfrentado. É uma conjunção de fatores: a marcha da doença, associada com o nosso sistema, que ficou por um tempo andando somente com as secretarias estaduais e municipais, e um Ministério ausente nas tomadas de decisão", afirmou Mandetta , em entrevista ao programa MSTV 1ª Edição.

O ex-ministro também voltou a ressaltar a importância das medidas que eram tomadas quando ele estava no comando da pasta, como as orientações de distanciamento social, higiene das mãos, cuidados com os grupos de risco e a construção de um plano para evitar o colapso do sistema de saúde, e comparou o novo coronavírus (Sars-Cov-2) com o vento: "começa com uma brisa e vai indo. Chega uma determinada hora que ela levanta e sobe muito rápido".

Questionado sobre a postura de enfrentamento da doença realizada no Brasil atualmente, ele citou o diálogo com a população, uma "conversa muito aberta e franca", como forma de evitar a disseminação principalmente em cidades pequenas e fazer com que as pessoas entendam e sigam as orientações corretas.

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"Esse vírus já deu mostras que não negocia com ninguém. Ele não é camarada. Não é bonzinho com ninguém. O que a gente faz hoje, dia 25 de maio, o comportamento de hoje, vai se refletir daqui duas semanas", finalizou Mandetta .

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