As previsões para o fim da pandemia em São Paulo não são as mais otimistas. Segundo o comitê de contingência da Covid-19 no estado, o epicentro da doença no país terá casos de contaminação até outubro, uma vez que a taxa de isolamento social não tem atingido valor suficiente.

"As projeções com os níveis atuais de isolamento social, que já foram melhores e hoje estão na média abaixo de 50%, você prevê uma duração maior da epidemia", disse Dimas Tadeu Covas, chefe do Centro de Contingência da covid-19 no estado, em entrevista hoje (25) à Globonews.

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Taxa de isolamento social tem ficado abaixo de 55%, valor mínimo aceitável pelo comitê de saúde
Rovena Rosa/Agência Brasil
Taxa de isolamento social tem ficado abaixo de 55%, valor mínimo aceitável pelo comitê de saúde

De acordo com o coordenador do centro de contingência, a pandemia se alonga ao passo que o índice de isolamento social se mantém baixo. 

"Quanto menor o índice de isolamento social, mais longa se torna essa epidemia. Nesses níveis atuais, inferiores a 50%, essa epidemia passará junho, julho, agosto, provavelmente em setembro deve ter uma inflexão, e até outubro teremos casos ainda."

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O estado de São Paulo tem tomado ações de enfrentamento ao vírus; além do fechamento do comércio não essencial e a recomendação de isolamento, feriados foram antecipados, dois na capital paulista e mais um em todo o estado. No entanto, não foi verificado aumento significativo nas taxas de isolamento social.

"As pessoas não conseguem entender isso, é difícil de transmitir isso em termos mais fáceis para a população entender. Mas é isso, quanto menos isolamento, mais tempo vamos conviver com o vírus. Quanto mais isolamento, mais cedo o controlaremos. É uma relação quase que direta. Então precisamos nos conscientizar", disse Dimas Covas.

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