genoma do novo coronavírus
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Amostras do vírus foram colhidas de superfícies infectadas para serem analisadas em laboratório


Virologistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) criaram um grupo de força-tarefa para localizar o novo coronavírus em superfícies em espaços públicos de Belo Horizonte. Constataram, então, que dos 30 locais analisados, 17 estavam infectados pelo genoma do vírus. Entre eles, estavam corrimãos, terminais e pontos de ônibus e bancos de praça.

Por conta do alto volume de pessoas, a pesquisa foi concentrada nas regiões do sul e centrais da capital de Minas Gerais . Os resultados da pesquisa servirão para situar a Prefeitura da cidade em relação a espaços que estão em alerta e, assim, tomar providências e ordenar que pontos sejam desinfectados.

Mesmo que apenas uma área tenha sido analisada pelos virologistas, a prefeitura disponibilizou um mapa em que é possível verificar que todas as regiões têm casos de infecção. Cento e uma amostras foram colhidas em 30 locais diferentes da mesma área. Com isso, o grupo de cientistas buscou alertar a prefeitura e indicar que mais cuidados precisam ser adotados.

Terminais do Move também foram visitados. Superfícies de bancos e mesas de concreto das praças Duque de Caxias, Diogo de Vasconcelos e na rua Pernambuco, além do piso e pontos de ônibus localizados próximos da área hospitalar, estavam infectadas.

Depois de coletadas, as amostras foram conservadas em soluções que tornam o vírus inativo e, assim, transportável. Dessa maneira, os virologistas podem analisar seu genoma em laboratório.

A intenção é que esse projeto evolua e seja capaz de orientar ainda mais as ações de desinfecção coordenadas pela prefeitura de Belo Horizonte. Além disso, é um alerta para que a população entenda que, caso tenham contato com essas superfícies com as mãos e toquem as vias aéreas sem higienização, podem ser contaminadas.

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