Adriano da Nóbrega arrow-options
Reprodução / Polícia Civil
Adriano Nóbrega morreu durante um confronto com a polícia

Um laudo do corpo do ex-policial Adriano Magalhães da Nóbrega, de 43 anos, mostra que os tiros que o mataram em fevereiro passado na cidade de Esplanada, na Bahia, foram disparados a uma distância maior de 1,5 m. Segundo o exame de necrópsia, outros ferimentos ainda indicam que o miliciano foi torturado.

A principal linha de investigação até agora é que o chefe do Escritório do Crime foi executado a curta distância com base em  perícia feita pelo Departamento Geral de Polícia Técnico-Científica, da Secretaria de Polícia Civil do RJ. Embora os peritos tenham chegado a essa conclusão, no entanto, eles não conseguiram dizer com precisão qual foi a distância dos tiros.

Imagens da autópsia também sugerem que o miliciano tinha um ferimento na cabeça e uma queimadura no lado esquerdo do peito.

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As armas são as mesmas que estavam com os policiais no momento da operação que cercou o miliciano no sítio de um vereador no interior da Bahia. Os projéteis das armas não foram encontrados para análise.

À época do assassinato, devido aos vários pedidos de exame no corpo de Adriano, o estado de decomposição começou a ficar avançado, o que impediu  que fossem verificadas quais lesões que levaram à sua morte.

No entanto, a hipótese é que os disparos atingiram o coração e os pulmões e que o óbito foi causado pelos ferimentos nesses órgãos. Além disso, os disparos também quebraram a clavícula direita e os arcos das costas do lado direito e do lado esquerdo de Adriano.

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Diante de todas essas possbilidades, ainda é possível pensar na possibilidade de tortura, já que, segundo os peritos, há falta de vísceras no corpo e os ferimentos mais leves podem ser sido causados quando o ex-PM ainda estava vivo.

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