homem sentado em computador
Arquivo familiar
Evandro era enfermeiro do Hospital Getúlio Vargas

Enfermeiro e apaixonado por carnaval. Profissional de saúde no Hospital estadual Getúlio Vargas, na Penha, Zona Norte do Rio, Evandro Barbosa, de 45 anos, morador de Olaria, estava na linha de frente na luta contra o que há de pior nos efeitos da Covid-19 na sociedade quando acabou se tornando também vítima da doença.

De acordo com o relato de amigos e parentes, Evandro, que também atendia na UPA da Penha, foi internado na UTI do hospital onde ele trabalhava, no último dia 10 de abril. Dez dias depois, o enfermeiro e componente da Portela não resistiu neste domingo, e se tornou uma das 257 vítimas da doença na capital.

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“A última lembrança sua foi em uma chamada de vídeo para minha mãe, você já estava passando mal, mas nos disse que era reação de uma vacina, suas palavras foram: ‘Não se desesperem, eu estou bem!’. Um ser humano incrível”, escreveu na página de Evandro uma amiga.

“Era técnico no Getúlio Vargas, uma vida inteira lá, e lá morreu com coronavírus pois estava na linha de frente com a doença. Deus te receba de braços abertos, meu amigo, pois você foi mais um herói nessa batalha!”, disse outra colega, numa das dezenas de homenagens em seu perfil.

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A família se despediu do enfermeiro nesta segunda-feira, no início da tarde no Cemitério do Caju, numa cerimônia restrita aos parentes. Em nota, a Portela, escola de coração de Evandro, e onde ele desfilava religiosamente, também lamentou a perda e voltou a pedir para que as pessoas fiquem em casa.

“O Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela lamenta informar o falecimento do componente Evandro Barbosa, de 45 anos, vítima de coronavírus. Apaixonado pela Portela, ele teve passagens pela ala de passistas, pela tradicional ala coreografada Sambart, e também desfilou como composição de carro alegórico. Em 2020, desfilou em uma de nossas alas de comunidade.

Evandro, que era enfermeiro dedicado no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, será sempre lembrado pelo amor à profissão, pelo sorriso largo e pela paixão pelo carnaval.

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O presidente Luis Carlos Magalhães, o vice-presidente Fábio Pavão e toda a diretoria da Portela se solidarizam com os familiares e amigos de Evandro Barbosa e reforçam a necessidade de que, neste momento de pandemia, a população siga as orientações das autoridades médicas.

O isolamento social preserva vidas e minimiza os impactos da doença sobre a rede hospitalar. É, também, uma atitude de respeito aos profissionais de saúde como Evandro, que diariamente se empenham para cuidar das pessoas. Fique em casa!”

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