drone rio
Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Curiosos acompanham subida do drone falante no calçadão de Campo Grande: ideia é diminuir aglomerações, mas efeito foi contrário

Na tentativa de conscientizar a população para evitar aglomerações durante o isolamento social em decorrência do coronavírus , a prefeitura do Rio usa o “Drone falante” pelo segundo dia consecutivo. Desta vez, agentes municipais foram na orla da Zona Sul, na manhã desta sexta-feira. Mesmo com decreto municipal, as pessoas insistiam em andar juntas, surfistas pegavam ondas e um advogado chegou a discutir com um policial militar, que pediu para ele sair da areia com o seu cão. Mesmo com a orientação, o homem não atendeu a orientação.

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O primeiro dia de atuação do “ Drone falante ” foi em Campo Grande, na Zona Oeste, bairro com o maior número de denúncias de aglomerações em massa. A aeronave acabou sendo um sucesso em popularidade, uma resposta exatamente contrária ao esperado pela prefeitura. A rua se encheu de curiosos, que se reuniram para observar a novidade, o que foge completamente às recomendações de combate ao coronavírus.

Neste segundo dia, o presidente da Empresa municipal de Informática (IplanRio), Júlio Urdangarin, disse que “é natural” a aglomeração “porque essa é uma nova tecnologia”. Nesta manhã, não houve a presença de curiosos.

"Nem todo mundo está acostumado a ver nas ruas. Mas, a gente acredita que com o passar do tempo (o uso do equipamento) vai acontecer naturalmente e não teremos mais aglomerações", afirma Urdangarin.

Segundo a prefeitura, o drone não vai sobrevoar perto das pessoas para evitar acidente. No entanto, nesta manhã a aeronave sobrevoou a cabeça de um surfista que estava dentro do mar.

"Ele vai estar sempre próximo (das pessoas). No entanto, com uma distância segura. A importância é que o som seja audível", diz o presidente.

Disk-Aglomeração em ação

Com base nos chamados do Disk-Aglomeração, a prefeitura do Rio fará as ações em bairros que tem pessoas nas ruas. Até agora, já foram realizados 2.260 visitas em locais com aglomeração de pessoas. De acordo com o município, as áreas com mais chamados foram: Campo Grande, Realengo, Bangu, Centro, Santa Cruz, Tijuca, Copacabana, Taquara, Barra da Tijuca e Madureira.

"Um dos objetivos da ação é desfazer aglomerações e conscientizar a população em relação a importância do distanciamento social e o drone está aí para apoiar nisso", completou o presidente da empresa de tecnologia do município.

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Além de Ipanema, as equipes da prefeitura percorreram por Copacabana, Flamengo e Largo do Machado. A operação tem apoio da Guarda Municipal e de agentes do Programa Segurança Presente.

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