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Tânia Rêgo/Agência Brasil
Comércio de rua do Rio de Janeiro fechado durante período de isolamento social

Distribuídos em 42 cidades, o Rio já tem 1.461 casos confirmados do novo coronavírus, segundo o boletim divulgado pela Secretaria de estado de Saúde nesta segunda-feira. Outros 50 municípios fluminenses não têm nenhum registro da doença, e podem se encaixar na nova recomendação do Ministério da Saúde. Segundo boletim da pasta, o estado pode estar em transição para a fase de "aceleração descontrolada" no número de casos da Covid-19.

No boletim epidemiológico divulgado nesta segunda, o Ministério da Saúde apresentou propostas de flexibilização das medidas de "distanciamento social ampliado" para as de "distanciamento social seletivo", no qual apenas alguns grupos mais suscetíveis à doença ficam de fato isolados, como idosos e pessoas com doenças crônicas. A transição poderá acontecer a partir do próximo dia 13, em localidades nas quais casos confirmados da doença não tenham comprometido mais de 50% da capacidade instalada do seus sistemas de saúde.

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Em outro trecho do documento, no entanto, o ministério afirma que os estados que adotaram medidas de distanciamento ampliado devem mantê-las até que o suprimento de equipamentos (leitos, equipamentos de proteção individual a profissionais, respiradores e testes laboratoriais), além das equipes de saúde, estejam disponíveis em quantitativo suficiente para fazer "com segurança a transição para a estratégia de distanciamento social seletivo". O mesmo vale para locais que apresentarem coeficiente de incidência 50% superior à estimativa nacional.

Na manhã desta terça-feira (7), o governador Wilson Witzel dará uma entrevista coletiva, às 11h30, no Palácio Guanabara, para anunciar novas medidas de prevenção e enfrentamento à propagação da Covid-19.

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Também no documento, o Ministério da Saúde voltou a apontar que o Rio de Janeiro, ao lado do Distrito Federal, São Paulo, Amazonas e Ceará, são os estados que mais inspiram cuidados, já que nestes locais a epidemia pode estar em transição para a a segunda fase, chamada "aceleração descontrolada". A pasta divide as fases da epidemia em epidemia localizada, aceleração descontrolada, desaceleração e controle, e já tinha abordado o assunto no boletim epidemiológico de sexta-feira (3) .

"Considerando o Coeficiente de Incidência nacional de 4,3 casos por 100 mil habitantes, é preocupante a situação do Distrito Federal (13,2/100 ml) e dos estados de São Paulo (9,7/100 mil), Ceará (6,8/100 mil), Rio de Janeiro e Amazonas (6,2/100 mil), que apresentam os maiores coeficientes. Nesses locais, a fase da epidemia pode estar na transição para fase de aceleração descontrolada", explica o documento.

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