Doadores de sangue voluntários observam uma coleta no Hemorio (RJ), década de 1940 arrow-options
Acervo Hemorio
Doadores de sangue voluntários observam uma coleta no Hemorio (RJ), década de 1940

A infusão de plasma  dos pacientes recuperados de  Covid-19  nos doentes graves faz parte do pacote de medidas desesperadas para os tempos desesperadores em que vivemos. O hematologista  Nelson Spector, professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), dedicou a carreira a tratar pacientes com câncer no sangue, muitos nessas situações.

No Rio, a técnica será objeto de um estudo da Secretaria Estadual de Saúde através do Hemorio. Segundo informou a pasta nesta segunda-feira, pacientes curados no estado do Rio serão convocados e avaliados para definir os elegíveis para a doação de plasma.

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Spector observa que a estratégia foi usada já no século XIX contra a difteria, mas a forma de refiná-la traz novidades. Uma frente é a busca de um superanticorpo específico contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2), que possa ser usado como remédio eficaz.

O especialista acredita que dentro de um ou dois meses teremos resultados. "A solução definitiva, porém, só virá com a vacina. Pelo menos este efeito positivo a Covid terá: o mundo voltará a entender o papel das vacinas no nosso bem-estar", diz Spector.

Quando perguntando se vê motivo para otimismo, Spector responde: "Sim. Há mais de 60 testes clínicos (com pacientes) da infusão de plasma dos pacientes convalescentes em andamento e feitos com metodologia correta no mundo. Vários medicamentos estão sendo testados, entre eles antivirais, inibidores da "tempestade imunológica", infusões de células tronco mesenquimais e plasma de convalescentes [recuperados]."



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