O presidente Jair Bolsonaro afirmou que é favorável ao retorno de atividades comerciais a partir da próxima semana, mesmo com o isolamento social ainda sendo praticado por causa da pandemia de Covid-19. A declaração ocorreu nesta quinta-feira (2), uma entrevista ao programa "Pingos nos Is" da rádio Jovem Pan em São Paulo. 

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"Na semana que vem, com toda certeza, se não começar a volta pelo menos gradativa ao emprego, terei que tomar uma decisão e aí, seja aquilo que o povo brasileiro quiser. Acho que até semana que vem, os informais , o pessoal que vai receber dia 5, não vai ter dinheiro. O servidor público tem que entender, se não tiver arrecadação, não vai receber também. Eu sei que o Rio de Janeiro não tem dinheiro para pagar mais", afirmou o mandatário.

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Agência Brasil
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"Que teremos mortes, lamentavelmente teremos. Mas parece que o que seria mais prudente é nós abrirmos, de forma paulatina, o comércio a partir da próxima segunda-feira (6) agora", completou.

O presidente ainda comparou o novo coronavírus (Sars-CoV-2) com a chuva. "Vai contaminar 70% (da população). É como a chuva, pega todo mundo. Uma chuva que vai molhar 70%", declarou. 

 Ataques a governadores

Bolsonaro também não poupou críticas a postura de Wilson Witzel (RJ) e João Doria (SP). O presidente declarou sobre o governador do Rio: "Tem uma coisa que está esquisita por parte do governador do Rio. O Pastor Silas Malafaia fez um vídeo agora a pouco mostrando gente dele indo a comunidades e dentro da comunidade os comércios estão funcionando. Por que o Witzel não manda alguém pra dentro das comunidades e fechar o comércio lá dentro, não tem coragem de fazer isso daí?".

O presidente também criticou o governador do Rio pela proibição de uso das praias. "Proibir de ir à praia, que é um lugar aberto? O que é isso? É ditadura?", indagou Jair Bolsonaro. 

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Sobre João Doria , Bolsonaro foi questionado sobre sua opinião em relação aos tuítes trocados entre o ex-presidente Lula e o atual governador de SP, em que Doria afirmou que "vírus não escolhe ideologia".

Bolsonaro declarou: "Eu lembro aqui do Márcio França falando num debate ' Doria , se o Lula for solto hoje, você vai lá e se apega a ele' esse é o João Doria. Ele precisou do meu nome em 2018, ele e outros aí né, e chegaram (ao poder). Eu não entrei em campanha em São Paulo , tanto é que o João Doria foi ao Rio para que eu o recebesse e eu não o recebi. Conheço essa figura aí, mas não critiquei nem bati nele, fiquei quieto. Acabaram as eleições, ele ganhou e logo depois começou a me criticar. A cisão dele foi na minha ida a ONU , quando fiz um discurso completamente diferente de outros presidentes quando iam lá, que sempre falavam que tava tudo lindo no mundo."

"Eu estou sempre na minha quieto, mas tudo tem limite. Essa do Lula agora, pelo amor de Deus. Estou com vergonha dessa aproximação do Lula neste momento. Já caiu a máscara dele há muito tempo agora ficou realmente ridícula a situação dele se solidarizando com esse ex-presidiário", finalizou.

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