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Ascom/Prefeitura do Rio de Janeiro
Prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella

O prefeito Marcelo Crivella disse na manhã desta quarta-feira que o presidente Jair Bolsonaro quis passar uma mensagem de otimismo e fé de que a situação vai melhorar nos próximos dias no pronunciamento que fez na terca-feira à noite. O prefeito, no entanto, contrariando o discurso de Bolsonaro, defendeu a manutenção das ações de isolamento social por pelo menos mais 15 dias.

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"O presidente quis dizer que é preciso enxergar uma luz no fim do túnel que o sacrifício de hoje vai trazer frutos. Mas nós também não vamos perder o ano. Foi numa mensagem de fé e otimismo", disse Crivella .

Segundo Crivella, no entanto, o isolamento social é a posição de consenso tomada em uma reunião com o gabinete de crise e com a comunidade científica na manhã desta quarta-feira no Riocentro , na Barra da Tijuca.

Na tentativa de se alinhar com o discurso do presidente, o prefeito ressaltou que as ações tomadas não podem perdurar muito tempo devido às consequências econômicas e sociais que podem gerar para a economia do país.

"Nós só paramos o comércio porque há uma grande circulação de pessoas. O setor de serviços e da indústria permanece ativo. Mas volto a ressaltar, é importantíssimo esse afastamento social pelos próximos 15 dias. As medidas já tomadas estão dando certo no país. O ritmo de casos no Brasil evolui em uma velocidade não tão rápida quanto as estimativas".

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Crivella citou alguns exemplos de setores que precisam retomar suas atividades o quanto antes: "Temos 30 mil artistas de rua que precisam trabalhar, 40 mil microempreendedores individuais, 13 mil ambulantes legalizados. Em casa são 17 mil crianças especiais que os pais tiveram que se adaptar a uma nova rotina", disse o Crivella .

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