coronavírus
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João Gabbardo dos Reis, secretário-executivo do Ministério da Saúde, durante a coletiva de imprensa desta terça-feira (24)

O Ministério da Saúde trouxe atualizações sobre o cenário do covid-19, o novo coronavírus na tarde desta terça-feira (24), por meio de uma coletiva de imprensa transmitida ao vivo, feita do auditório da Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O ministro Luiz Henrique Mandetta não compareceu ao evento, que contou com esclarecimentos vindos do secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira e João Gabbardo dos Reis, secretário-executivo do Ministério da Saúde. A taxa de letalidade da pandemia do Brasil está em 2.1, abaixo da média global.

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Os dados atualizados sobre o covid-19 no Brasil apontam que há 2.201 casos confirmados do novo coronavírus e 46 mortes. Para avançar nas estratégias de contenção, o Ministério da Saúde vai adquirir 22.9 milhões de novos testes, sendo 14.9 milhões bimoleculares, que precisam ser encaminhados ao laboratório para análise e outros 8 milhões de testes rápidos que irão para unidades de saúde. A expectativa é que os testes cheguem até o dia 30 de março. 

Estratégias e protocolos estão sendo adotados como a testagem de casos mais leves em parceria com universidades e pesquisadores, de acordo com o secretário Wanderson Kleber. "O teste rápido será feito na ponta do dedo para verificar os anticorpos e saber se é preciso tomar medidas de segurança e usado como triagem nas unidades de saúde. Os testes de sorologia, tipo RT-qPCR - teste molecular, feito em laboratório que recolhe amostra do nariz e da garganta -, é encaminhado para laboratório. Esse é utilizado na rotina do Brasil para diagnosticar casos graves de síndrome respiratória e os leves por meio de amostragem". Os testes moleculares serão usados para testar os profissionais de saúde e segurança do país. 

Ao mesmo tempo, o secretário explica que os novos testes não implicam nas orientações gerais que já estão sendo repassdas aos brasileiros. “É importante a gente dizer que o teste não influencia no tratamento. O médico não precisa saber que o paciente tem coronavírus para passar os cuidados. Essa é uma estratégia para evitar o contato com pessoas contaminadas. Estamos agora não só ampliando a rotina como deixar um legado para a sociedade brasileira com a ampliação de vigilância sentinela em todos os estados do Brasil”, explicou.

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O número oficial de pacientes que se recuperaram do coronavírus é um trabalho que o ministério está discutindo. A expectativa é que por meio dos testes seja possível fazer a análise dos casos curados. A partir da quinta-feira (25), os pacientes que tiveram alta nos hospitais srão informados por meio do site do Ministério da Sáude.

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