Marielle Franco
Reprodução/Anistia Internacional
Marielle Franco foi assassinada no dia 14 de março de 2018

Há exatos dois anos, uma pergunta não cala, no Brasil: "Quem matou Marielle Franco?". Ainda sem resposta, o atentado completa, hoje, dois anos. Incansáveis, os familiares da vereadora assassinada em 14 de março de 2016 seguem cobrando uma solução por parte das autoridades, que seguem com as investigações. Mas o dia não será de tristeza para a família de Marielle . Será de mais cobrança, por meio de atividades apoiadas pelas Anistia Internacional e o Instituto Marielle Franco. Pontos de interrogação espalhados em pontos estratégicos da cidade relembrarão a data e repetirão a pergunta.

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"Não temos medo de que o crime caia no esquecimento, porque nós não deixcaremos isso acontecer. Nós não vamos parar", lembrou o pai de Marielle, Antônio Francisco da Silva Neto, em uma coletiva organizada na manhã deste sábado, pela Anistia Internacional , no Museu de Arte do Rio.

Em reunião realizada, ontem, na presença do governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e do procurador-geral de justiça do Estado Eduardo Gussem, responsáveis diretos pela investigação garantiram a seriedade e o prosseguimento dos trabalhos e se comprometeram a abrir um canal de diálogo com a Anistia Internacional e com a família de Marielle Franco .

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"Dois anos é tempo demais de espera. A falta de resultados concretos na identificação dos autores intelectuais e das circusntâncias do homi cídio é indício de que no Brasil defensoras e defensores de direitos humanos podem ser mortos e que esses crimes ficam impunes. O Brasil precisa dar este passo e enviar um recado à comunidade global de que não tolera esse, nem qualquer outro tipo de violência", afirmou Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional.

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