motim no ceará
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Nas primeiras 24 horas do motim, Ceará registrou 29 assassinatos

O presidente Jair Bolsonaro se reúne na manhã desta quinta-feira com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro , e o da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, para decidir se as Forças Armadas permanecerão nas ruas do Ceará, depois que policiais militares paralisaram suas funções para reivindicar aumento de salário. Por causa do motim, que já dura dez dias, o governador do Ceará, Camilo Santana ( PT ), pediu ao presidente para estender o prazo de atuação do Exército.

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Após reunião com Bolsonaro, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, disse nesta quinta-feira que o presidente ainda não decidiu se ampliará a vigência da operação de Garantia da Lei de Ordem ( GLO ), que autoriza o emprego das Forças Armadas no estado.

O Exército passou a operar nas ruas do Ceará no dia 21, um dia depois que Bolsonaro editou um Decreto de Garantia da Lei de Ordem (GLO) a pedido do governo cearense. No dia 24, o ministro Sergio Moro visitou Fortaleza para acompanhar a operação.

Para tentar acabar com a paralisação, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Ceará ( OAB -CE), Erinaldo Dantas, pediu ao representante dos amotinados uma lista de reivindicações. Ela deve ser apresentada ao governo cearense.

O que se sabe sobre o motim no Ceará

  • De acordo com o G1, o Ceará registrou 195 homicídios desde o início da paralisação.
  • Subiu para 47 o número de policiais presos desde quando o motim começou. Desse total, 43 foram presos por deserção, ou seja, abandono do serviço militar; três foram presos por participar de motim; e um foi preso por queimar um carro particular.
  • A paralisação começou no último dia 18, quando homens encapuzados que se autointitulavam agentes das forças de segurança invadiram quarteis e depredaram viaturas. Três PMs foram presos em Fortaleza por cercar um carro da Polícia e esvaziar os pneus.
  • Os amotinados protestam por aumento salarial. A oferta feita pelo governador Camilo Santana, em tentativa de negociação, desagradou a parte do corpo de PMs do estado.

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  • No dia 19 de fevereiro, o ex-governador Cid Gomes (PDT-CE) levou dois tiros ao tentar furar um bloqueio feito dentro do 3º Batalhão de Polícia Militar.
  • Para tentar solucionar o motim, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do estado do Ceará criaram uma comissão formada por representantes de cada poder para buscar uma solução para encerrar a paralisação de parte dos policiais militares. O Ministério Público do Ceará também participa do grupo, que será acompanhado pelo Exército Brasileiro.

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