Manifestantes se concentraram no Viaduto do Chá
Paulo Guereta/Photo Premium/Agência O Globo
Manifestantes se concentraram no Viaduto do Chá

O Movimento Passe Livre ( MPL ) protesta, nesta terça-feira, contra o aumento da tarifa básica do transporte coletivo em São Paulo nesta terça-feira. Desde 1º de janeiro, a passagem de ônibus , Metrô e trem subiu dez centavos, de R$ 4,30 para R$ 4,40, na capital paulista.

Os manifestantes se reuniram por volta das 17h no Viaduto do Chá, no centro da capital paulista, com cartazes e cantos pela redução da passagem e melhorias na infraestrutura do transporte público paulistano. De lá, o ato deve seguir até o Masp, na Avenida Paulista.

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Além do MPL, estão presentes militantes de centrais sindicais, movimentos sociais e partidos como PSOL, PSTU e a recém-criada Unidade Popular (UP). Bandeiras de movimentos antifascistas, de extrema-esquerda, também foram erguidas.

Manifestantes exibem faixas e cartazes
Fábio Vieira / FotoRua / Agência O Globo
Manifestantes exibem faixas e cartazes

"Hoje é a primeira manifestação contra esse aumento da tarifa. A ideia é conseguir dar cada vez mais visibilidade à pauta e chamar mais gente a se juntar, porque tem gente que até agora não sabe do aumento. É o momento de dar o recado ao prefeito e ao governador e mostrar que não vamos aceitar esse aumento de cabeça baixa", declarou Gabriela Dantas, porta-voz do MPL.

Ao longo dos últimos anos, o MPL tem convocado atos pelo país quando as tarifas sobem. Um ano atrás, o grupo também foi às ruas quando a passagem teve um aumento de R$ 4,00 para R$ 4,30, mas a reivindicação não surtiu efeito.

Manifestação contou com participação de movimentos sociais e partidos
Fábio Vieira / FotoRua / Agência O Globo
Manifestação contou com participação de movimentos sociais e partidos

O grupo ficou conhecido nacionalmente nas manifestações contra o aumento das tarifas do transporte público em 2013, que ficaram conhecidas como jornadas de junho. Na época, o aumento de 20 centavos em São Paulo, de R$ 3,00 para R$ 3,20, foi o estopim da revolta. Inflados pela violência policial, os protestos chegaram a reunir milhões de pessoas por todo o país em atos que levaram prefeituras e até mesmo a presidência da República a reagir às demandas dos manifestantes.

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