No Rio de Janeiro, os blocos de Carnaval de rua rivalizam com as escolas de samba pela atenção dos turistas
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No Rio de Janeiro, os blocos de Carnaval de rua rivalizam com as escolas de samba pela atenção dos turistas


A burocracia tem atravessado o carnaval de rua do Rio. Dos 544 desfiles de blocos pré- carnaval aprovados pela Riotur, 337 ainda não conseguiram o aval da Polícia Militar ou do Corpo de Bombeiros, 61,9% do total. Até mesmo a principal atração da abertura oficial da folia, marcada pela prefeitura para o próximo domingo em Copacabana, corre o risco de não se apresentar. O show do Bloco da Favorita foi vetado pela PM, que alega o descumprimento de uma formalidade administrativa: o pedido para a realização do evento deveria ter sido feito com 70 dias de antecedência.

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Com a decisão da PM , os moradores, que já não queriam o desfile do megablobo no bairro, vão entrar com uma representação junto ao Ministério Público para impedir a apresentação.

"Vamos protocolar amanhã (nesta terça-feira) uma representação pedindo o embargo da apresentação do Bloco da Favorita. O requerimento de autorização foi feito (pelos organizadores) no dia 20 de dezembro, portanto, sem obedecer à antecedência mínima do prazo legal", disse Horácio Magalhães, presidente da Sociedade Amigos de Copacabana.

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Magalhães afirma que os moradores não são contrários à festa de abertura do carnaval, que será no palco principal do réveillon em frente ao Copacabana Palace:

"Sempre fomos contra à escolha do Bloco da Favorita, que, nos seus desfiles de 2017 e 2018, causou inúmeros transtornos fora do razoável".

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A PM informou que ainda cabe recurso contra a decisão do comandante interino do 19º BPM (Copacabana), major Eduardo Luiz Bastos Gonçalves. Na quarta-feira (8), representantes da corporação vão se reunir com a prefeitura para discutir o assunto. Além do desfile da Favorita, haveria apresentação de artistas, e a prefeitura faria a final do concurso para Rei Momo e Rainha do Carnaval. Procurada, a Riotur informou que cabe ao Bloco da Favorita buscar as autorizações juntos aos órgãos do estado.

Sem o aval da PM ou do Corpo de Bombeiros , a Riotur não emite o Documento de Cadastro Efetivado, permissão necessária para que qualquer bloco desfile na cidade, de acordo com exigência do MP estadual. Esse trâmite já ameaça até desfiles tradicionais, como o do Cordão da Bola Preta, que no ano passado arrastou cerca de 700 mil foliões pelo Centro no sábado de carnaval.

"Obtivemos o nada a opor das polícias Civil e Militar, mas o Corpo de Bombeiros nos negou a autorização devido à parte médica. Mas acho que não teremos dificuldade para resolver esse problema. O Bola Preta desfila no Centro, numa área destinada a grandes blocos onde já está prevista no caderno de encargos a colocação de postos médicos. Mas blocos de outras regiões estão tendo dificuldades, que inviabilizam os desfiles", disse o presidente do Bola Preta, Pedro Ernesto Marinho.

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