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Cerca de R$ 1,6 bilhão foi desviado e 154 pessoas foram indiciadas no caso

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Reprodução/ Twitter
PF investiga desvios na merenda escolar em SP

A operação Prato Feito, iniciada pela Polícia Federal em 2018, concluiu que quadrilhas trocavam alimentos da merenda em escolas de todo o estado de São Paulo como um truque para desviar dinheiro. As informações são da Folha de S.Paulo .

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A investigação da PF está chegando ao fim e aponta para a existência de cinco núcleos de empresários que burlavam licitações e pagavam propina a políticos, com o uso de lobistas, para superfaturar os contrato. Os grupos substituiam o cardápio da merenda por alimentos de menor custo: carne por ovo, proteína de soja por pipoca ou pão de queijo, colocavam mais arroz que o previsto e apenas metade do suco, em alguns casos. 

Na cidade de Tietê, no interior do estado, foi constatado que a prefeitura chegou a pagar R$ 12 reais pela unidade do ovo. 

Segundo a investigação, os líderes do esquema são Valdomiro Coan, Carlos Zeli Carvalho, Fábio Favaretto, Simon Bolivar Bueno e Wilson da Silva Filho. Cerca de R$ 1,6 bilhão foi desviado e 154 pessoas foram indiciadas por suspeita de participação no esquema.

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Além disso, 13 prefeitos também são suspeitos. Entre esses está Orlando Morando (PSDB), de São Bernardo do Campo. Alguns foram presos e cassados, como Átila Jacomussi (PSB), de Mauá, que acabou conseguindo liminar para voltar ao cargo. 

Procurada pela Folha , as prefeituras de São Bernardo e Mauá  afirmaram que os prefeitos prestaram todos os esclarecimentos às autoridades e negaram envolvimento no caso. Os líderes do esquema não quiseram se manifestar.