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Relatório 'Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil - dados de 2018', sistematiza violações contra o patrimônio dos povos originários brasileiros


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Facebbok/ Conselho Indigenista Missionário
"Somos mais fortes e estamos resistindo", diz Cacique Suruí Pataxó, da Aldeia Barra Velha






O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) lançou, nesta terça-feira (24), o relatório anual de ' Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil - dados de 2018'. Durante o lançamento, em uma live no facebook, Roberto Liebgott, coordenador do Cimi Regional Sul comentou o discurso de Bolsonaro na ONU:  "O discurso do Bolsonaro hoje é a sinalização de que não tem perpectiva para os povos indígenas".

Em um contexto em que o meio ambiente , especialmente a Amazônia , e os povos originários estão no centro do debate mundial, a publicação sistematiza as violações contra o patrimônio dos povos originários, contra os indivíduos e as comunidades (assassinatos, ameaças, racismo, dentre outras), e violações que ocorrem por omissão do poder público (mortes por desassistência, mortalidade na infância, suicídios).

Leia também: Amazônia e crítica a socialismo: veja como foi 1º discurso de Bolsonaro na ONU

Segundo o relatório, existem atualmente no Brasil 305 povos indígenas, que "sofrem ameaças  vinculadas aos incentivos dados pelo governo brasileiro a grupos políticos associados aos conglomerados econômicos transnacionais que buscam o lucro". 

O relatório também aponta aumento no número de assassinatos registrados em 2018, que totalizam 135, sendo que Roraima e Mato Grosso do Sul lideram o ranking, com 62 e 38 casos, respectivamente. Em 2017, haviam sido registrados 110 assassinatos.

Veja abaixo como foi o lançamento do relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil: