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O advogado de Gustavo Henrique Elias Santos, que foi detido nesta terça-feira (22), informou que as mensagens estavam com Walter Delgatti Neto

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Reprodução
Polícia Federal teria encontrado R$ 100 mil com Gustavo Henrique Elias Santos

Detido pela Polícia Federal nesta terça-feira no âmbito da Operação Spoofing, Gustavo Henrique Elias Santos alegou que não tem relação com as invasões nos aparelhos celulares de autoridades, como o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Ainda de acordo com Santos, ele viu algumas das mensagens vazadas no telefone de outro suspeito preso, Walter Delgatti Neto.

Leia também: Suposto hacker compartilhava vazamentos e respondia Moro e Deltan no Twitter

“O próprio Vermelho [apelido de Delgatti Neto ] mostrou algumas coisas para ele, e ele assustou e falou: 'Meu, cuidado com isso aí porque pode dar problema'. Na verdade, ele não acreditou naquilo, mas, pelo que foi narrado, mostraram algo para ele a respeito disso", disse Ariovaldo Moreira, advogado de Gustavo Henrique Elias Santos. Ele ainda afirmou que o cliente irá colaborar com a investigação.

Os depoimentos de Santos e da esposa dele, Suelen Cristina de Oliveira, que também foi presa na mesma operação, estão marcados para a tarde desta quarta-feira (24).

O juiz Vallisney de Souza Oliveira , da 10ª Vara Criminal do Distrito Federal, autorizou a prisão temporária dos quatro suspeitos de integrarem uma quadrilha supostamente responsável pela invasão hacker ao celular de Moro e outras autoridades.

Além do casal, detido em São Paulo, e de Delgatti Neto, que foi preso em Araraquara, Danilo Cristiano Marques foi preso em Ribeirão Preto

As investigações que resultaram na operação começaram após os ataques sofridos por  Moro .Há pouco mais de dois meses, ele teria sido alvo de uma tentativa de invasão de suas contas no aplicativo Telegram.