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Denúncia foi apresentada à Justiça pelo Gaeco, do Ministério Público do Rio

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Guilherme Cunha/Alerj
PM e advogada viram réus por tentar obstruir investigação do caso Marielle

Um policial militar e uma advogada viraram réus no processo que investiga quem matou a vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes. De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), o PM Rodrigo Jorge Ferreira, conhecido como "Ferreirinha", e a advogada Camila Lima Nogueira são acusados de tentar obstruir as investigações. A denúncia foi apresentada à Justiça pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime (Gaeco), do MP-RJ pelo (Gaeco).

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Preso desde o fim de maio, Ferreirinha foi capturado durante uma operação da Polícia Civil e do MP para desarticular uma milícia que era comandada por Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica.

De acordo com o portal G1 , o PM passou a ser vistou como suspeito após um relatório da Polícia Federal o apontar como responsável por atrapalhar o avanço das investigações sobre o caso Marielle. Ferreirinha era segurança e motorista de Orlando Curicica, mas teria se voltado contra o patrão e teria usado o depoimento para incriminá-lo e poder tomar os pontos dominados pelo miliciano na Zona Oeste do Rio.

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A vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram mortos na noite de 14 de março de 2018. Estão presos no Presídio Federal de Mossoró (RN), o policial militar reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio de Queiroz, acusados de matar a vereadora e o motorista.