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Ataque aconteceu por causa de uma briga entre traficantes e milicianos da região de Belford Roxo, na Baixada Fluminense; um dos mortos tocava no bar

bar rio
Reprodução / internet
Crime aconteceu por causa da briga entre traficantes e milicianos da região

Um ataque a tiros no bar Rei do Peixe, na Rua Gonçalves Gato, no bairro Vila Dagmar, perto do Centro de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, deixou pelo menos quatro pessoas mortas e outras 13 feridas, na noite deste sábado. O crime aconteceu por volta das 21h. Entre os mortos estão dois homens e duas mulheres. Os feridos foram levados para hospitais da região, a maioria para o Hospital Geral de Nova Iguaçu (Posse).

De acordo com a Polícia Militar, homens encapuzados e armados com fuzis e pistolas desceram de um Honda HR-V branco e fizeram vários disparos contra o estabelecimento. Após os tiros, eles teriam fugido em direção à comunidade Posto 13, em Nova Iguaçu.

O ataque teria sido provocado por causa da guerra entre o tráfico de drogas e a milícia da região. O alvo dos bandidos seria um miliciano conhecido como Borog, que seria membro do grupo paramilitar de Nova Aurora. Áudio que circulam na Internet indicam que ele teria morrido e que a namorada dele teria sido baleada.

Um dos mortos foi o músico Jorge Vitor, que que estava participando de um show do grupo Nosso Grupo no restaurante. A banda se pronunciou no Facebook lamentando a morte do artista. "Estamos muito abalados e destruídos pelo acontecido lamentamos por toda essa covardia algumas pessoas faleceram e ficaram feridas no Local", disse, uma das postagens.

Momentos antes do ataque, a banda fez algumas transmissões ao vivo no Facebook sobre o show no bar.

Nas redes sociais, frequentadores e pessoas que estavam em locais próximos comentaram o caso. "Muito tiro no centro de Belford Roxo. Mataram dois aqui no Peixe", escreveu um. "Até quando teremos essa violência? Atiraram contra muita gente aqui no bar", relatou outra pessoa.

PMs do 39ª BPM (Belford Roxo) foram acionados e isolaram a área para a perícia da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Os policiais civis procuram por imagens de câmeras na região que ajudem a identificar os envolvidos no ataque.