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Investigação apontou que organização monitorava agentes públicos para possíveis ataques; objetivo da operação Jiboia é "estrangular" a facção

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Divulgação/Polícia Militar
Operação do MP, Gaeco e PM contra o PCC apreendeu grande quantidade de dinheiro em Sorocaba

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Polícia Militar de São Paulo prenderam, nesta sexta-feira (3), 44 membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o major Emerson Massera, 11 deles foram presos em flagrante e 33 em cumprimento a mandados de prisão. Os presos responderão por crimes de tráfico de entorpecentes, posse de armas e posse de drogas para o tráfico.

Durante a ação, foram cumpridos 77 mandados de busca e apreensão , que resultaram na apreensão de R$ 1 milhão em dinheiro.

A operação recebeu o nome de Jiboia , pois o objetivo é "estrangular" a organização criminosa, disse o major. A ação ocorreu em cinco grandes regiões do estado: na capital e nas regiões de Sorocaba, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e em Santos. A operação contou com 504 policiais militares, 121 viaturas, três aeronaves e 11 cães.

“Uma estrutura muito grande para uma operação que nos anima bastante, porque vai trazer um resultado bastante significativo para a segurança pública”, disse o major.

“São oito presos na região de Ribeirão Preto, 13 na região de São José do Rio Preto, dois na região de Santos e sete na região de Sorocaba. Todos eles em cumprimento de mandado. Das prisões em flagrante, tivemos quatro na capital, cinco na região de Ribeirão Preto e dois na região de Sorocaba”, disse Massera.

Não havia policiais ou agentes públicos entre os presos. “Temos, até o momento, uma quantidade razoável de drogas [apreendida]: nove quilos de drogas, entre maconha e cocaína, e seis armas apreendidas. Mas esses números devem sofrer atualização porque a contabilização de tudo o que foi apreendido ainda está sendo feita”, informou o major.

Segundo o promotor de Justiça Mário Sarrubbo, a investigação apontou que uma célula do PCC monitorava agentes públicos para possíveis ataques. “Esse trabalho vem sendo desenvolvido há alguns meses. Nós detectamos possíveis movimentações de levantamento de dados acerca de determinados agentes públicos, dentre eles, promotores de Justiça e policiais, e essa célula foi um dos alvos dessa operação de hoje”, disse.

“A célula [do PCC ] fazia levantamentos acerca do dia a dia de autoridades, o que, em princípio, indica que talvez estivessem pensando no futuro, ou pelos menos cogitando, algum tipo de atentado ou algo assim”, acrescentou o promotor.