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Ministro do Superior Tribunal Militar entendeu que não há irregularidades na decisão que determinou a prisão preventiva dos integrantes do Exército

Carro alvejado por 80 tiros
Fábio Teixeira / Parceiro / Agencia O Globo
Carro onde estava o músico Evaldo dos Santos Rosa e sua família foi atingido por 80 tiros disparados por militares do Exército

O ministro do Superior Tribunal Militar (STM) e general de Exército Lúcio Mário de Barros Goes decidiu nesta sexta-feira (12) manter a prisão preventiva de nove militares acusados de atirar contra um carro, matar um homem e ferir duas pessoas, no Rio de Janeiro, no último domingo (7).

O magistrado entendeu que não há irregularidades na  decisão da Justiça Militar no Rio que determinou a prisão dos integrantes do Exército, que faziam o patrulhamento da localidade. "Destaco a referida autoridade judiciária que, no caso em tela, foram desrespeitadas as regras de engajamento que devem pautar a atuação dos militares , o que culminou na prática delitiva", afirmou.

O músico Evaldo dos Santos Rosa foi morto em uma operação do Exército , em Guadalupe, na zona oeste da cidade. O  carro em que estava a família foi atingido por mais de 80 tiros disparados pelos militares. Evaldo, a mulher, o filho de 7 anos, o sogro e uma amiga da família estavam indo para um chá de bebê.

O músico foi atingido por três tiros e morreu na hora. O sogro, Sérgio Gonçalves de Araújo, recebeu um tiro nas costas e outro no glúteo. Os tiros atingiram também um homem que tentava socorrer a família.

Segundo a viúva de Evaldo, Luciana Nogueira, não houve confronto, e os tiros começaram assim que o carro da família entrou na rua. Ela relatou ainda que pediu ajuda aos militares , mas que eles riram da situação.

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