Fachada de loja da Vivo onde aconteceu caso de injúria racial e ameaça
Reprodução/Google Street View
Loja da Vivo na praça Diogo Vasconcelos, sul de Belo Horizonte, onde idoso foi preso por injúria racial e ameaça

Um homem de 60 anos foi preso em flagrante pela Polícia Militar por injúria racial e ameaça nesta terça-feira (2) contra dois funcionários e um cliente de uma loja Vivo, em Belo Horizonte. De acordo com a Polícia Civil, o idoso já foi encaminhado ao sistema prisional. As informações são do jornal  O Tempo .

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O caso aconteceu na praça Diogo Vasconcelos, localizada na região sul da capital mineira, por volta das 16h da terça. O idoso , segundo o boletim de ocorrência, se exaltou com uma das funcionárias porque não havia panfletos com preços dos planos telefônicos na loja.

Ele, então, gritou com a mulher que o atendia e a chamou de "lixo", além de dizer a seguinte frase: "Sapatão, você recebe um salário de merda", conforme relato das testemunhas.

Outro funcionário da loja, quando percebeu a situação, se aproximou e pediu que o homem parasse com os xingamentos, mas o idoso passou a chamá-lo de "negrinho, viadinho" e disse que "na loja da Vivo só trabalham gays e sapatão".

Neste momento foi a vez de um cliente intervir, mas ele também foi xingado de "macaco". Policiais militares que passavam pela loja testemunharam a agressão verbal e prenderam o homem, que ficou calado quando foi questionado sobre os xingamentos.

A Vivo informou, por meio de nota, que "repudia qualquer tipo de tratamento pejorativo ou preconceituoso" e confirmou que os funcionários da empresa registraram boletim de ocorrência na delegacia. O idoso foi encaminhado para a Central de Flagrantes II da Polícia Civil.

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