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Divulgação/Governo de São Paulo
Escola Raul Brasil, palco de massacre em Suzano que deixou cinco alunos e duas funcionárias mortos, é revitalizada

A Polícia Civil segue tentando comprovar o envolvimento de uma terceira pessoa no massacre em Suzano. Nesta segunda-feira, a polícia e o Ministério Público se reuniram para tratar da investigação do ataque que deixou dez mortos na última semana.

Um adolescente suspeito de ajudar a planejar o massacre em Suzano , foi ouvido na quinta-feira (14), negou a participação e foi liberado. Agora, a polícia apresentou ao Ministério Público um relatório com os resultados das buscas feitas na casa do menor.

Os policiais pretendem trazer mais elementos para a investigação que possam fazer como que o Ministério Público peça a internação provisória do adolescente de 17 anos.

Em outra parte da investigação , os policiais têm analisado imagens das câmeras de segurança da de uma loja de São Paulo. Na casa do atirador mais novo, a polícia encontrou notas fiscais do dia 8 de março referentes à compra de luvas e também de um suporte para arma. As autoridades querem saber se foi o assassino mais jovem que fez a compra ou se ele teve a ajuda de alguém.

Nesta segunda-feira (18), a Escola Estadual Professor Raul Brasil, palco do massacre, reabriu os portões . De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, apenas professores e funcionários foram ao local para planejar atividades de acolhimento e preparação psicológica da comunidade.

O planejamento contará com apoio de uma força-tarefa do governo estadual e também da Prefeitura de Suzano, além de profissionais do Instituto de Psicologia da USP, Unicamp e Centros de Atenção Psicossocial (Capes) da Prefeitura, entre outras instituições.

Para os alunos, a escola será reaberta nesta terça-feira (19). As aulas, no entanto, ainda não serão retomadas. A data para o restabelecimento da rotina escolar será definida nesta semana pela própria direção da escola, que atende alunos dos anos finais do ensino fundamental e também do ensino médio.

Neste primeiro momento, os estudantes serão chamados para participar de atividades de acolhimento, com apoio psicológico, oficinas, terapia em grupo, rodas de conversa, depoimentos e compartilhamento de boas práticas. 

Segundo anunciado no domingo (17) pela gestão João Doria (PSDB), a Escola Professor Raul Brasil receberá pintura nova e será revitalizada para que seja criado um novo ambiente escolar.

"Uma rede de apoio com instituições públicas e privadas foi formada desde o primeiro dia do episódio na escola. Esta rede atuou durante todo este fim de semana, realizando atendimento psicológico e especializado na Diretoria Regional de Ensino de Suzano e na Capes de Suzano, bem como fazendo visitas domiciliares às famílias das vítimas", informou o governo.

Mais dois estudantes que ficaram feridos no ataque promovido pelos ex-alunos Guilherme Taucci e Henrique de Castro (que se mataram após o ataque a tiros) receberam alta nesse sábado. Agora, o número de adolescentes que seguem internados é de apenas quatro.

Leia também: Em metade dos massacres em escolas no Brasil, armas tiveram origem doméstica

De acordo com o boletim do governo estadual, dois estudantes, de 15 e 16 anos, continuam internados no Hospital das Clínicas da USP. Uma jovem de 16 anos saiu da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e está internada na enfermaria em um quadro estável. Outro adolescente, de 15 anos, está estável, mas permanece na UTI.

Mais dois jovens feridos no massacre em Suzano , também de 15 e 16 anos, estão no Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes. A adolescente de 15 anos saiu da UTI, está estável e segue internada. O estudante de 16 anos passou por cirurgia nesse sábado (16), sem intercorrências, e permanece internado.

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