Tamanho do texto

Presidente Jair Bolsonaro assinou medida provisória autorizando o saque para quem recebe Bolsa Família, BPC ou Renda Mensal Vitalícia

Rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Vale deixou centenas de atingidos
Reprodução
Rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Vale deixou centenas de atingidos

O presidente Jair Bolsonaro assinou uma medida provisória que libera saques de até R$ 600 aos atingidos pelo rompimento da barragem em Brumadinho. O valor é referente ao auxílio emergencial para beneficiários do Bolsa Família, do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e da Renda Mensal Vitalícia.

Leia também: Senado instaura hoje CPI para apurar causas da tragédia de Brumadinho

Os saques podem ser feitos em até 180 dias após a data da disponibilização do crédito. A Medida Provisória 875 que beneficia as vítimas do rompimento da barragem foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (13).

Poderão sacar o auxílio os moradores que tinham os benefícios ativos em janeiro de 2019. A medida atende os atingidos pela tragédia do rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), o que inclui familiares de mortos e desaparecidos, pessoas que tiveram que deixar suas casas e outras pessoas que foram afetadas pela tragédia.

De acordo com o texto da medida provisória, o auxílio de R$ 600 será pago de uma só vez. O pagamento será feito pela Caixa Econômica Federal. Para beneficiários do BPC e da Renda Mensal Vitalícia, o dinheiro será liberado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No fim de fevereiro a Vale , empresa responsável pela barragem que se rompeu,  fechou um acordo com a Justiça e representantes dos atingidos para o pagamento de R$ 1 mil por adulto e R$ 300 por adolescente ou criança de Brumadinho. O acordo é válido para os moradores da região por um ano.

Além disso, a empresa também está pagando um valor de R$ 100 mil para parentes de vítimas fatais e R$ 50 mil para quem teve suas casas atingidas pela lama. Na segunda-feira (11), duas mulheres  foram presas por estelionato após se passarem por vítimas da tragédia com o objetivo de receber as indenizações.

O rompimento da barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), aconteceu há pouco mais de um mês, no dia 25 de janeiro. De acordo com a Defesa Civil do Estado de Minas Gerais, 197 mortes já foram confirmadas e outras 111 pessoas continuam desaparecidas. As buscas pelas vítimas do rompimento da barragem da Vale continuam incessantes, de acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.

    Notícias Recomendadas