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Detentos fugiram durante banho de sol, na manhã desta segunda-feira; não há informações sobre presos que tenham sido recapturados pela polícia local

A fuga de presos que agravou a crise de segurança no Ceará ocorreu durante o banho de sol na manhã desta segunda-feira
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A fuga de presos que agravou a crise de segurança no Ceará ocorreu durante o banho de sol na manhã desta segunda-feira

Apesar da presença da Força Nacional no estado, a recente crise na segurança pública do Ceará está longe de chegar ao seu fim. Afinal, nesta segunda-feira (7), 23 presos fugiram da Cadeia Pública de Pacoti, a 105 km de Fortaleza. A fuga de presos ocorre no sexto dia consecutivo de uma onda de violência sem precedentes no estado.

Os nomes dos detentos que fugiram não foram divulgados. Porém, a Secretaria da Administração Penitenciária (Seap), antiga Sejus, já afirmou à imprensa que a fuga de presos ocorreu durante a uma hora de banho de sol, direito de todos os detentos do País.

Segundo as informações da Seap, os presos conseguiram pular o muro do espaço e, em seguida, tiveram acesso a área externa do presídio . A fuga aconteceu perto das 9h30 e, ainda de acordo com a secretaria, os procedimentos de busca foram iniciados na região. A Seap apura também se a fuga tem relação com os ataques que estão acontecendo no estado. A pasta não informou se algum preso foi recapturado. 

No Ceará, os detentos são divididos por facções criminosas, já que elas estão em conflito por espaço tanto nos presídios, como fora deles para controlar o tráfico de drogas. A evasão dos presos acontece ainda em um contexto de reorganização de alguns presídios. Já que, devido á crise na segurança pública, o governo vem realocando chefes de facções criminosas , para presídios federais de segurança máxima. 

O governo do estado informou que transferiu um dos chefes de uma facção criminosa para um presídio federal e que, nos próximos dias, vai transferir outros 19 detentos que também seriam chefes de facções

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), 110 pessoas já foram presas por causa da onda de violência no estado, por suspeita de participação nos crimes. Outros três homens acabaram mortos em confronto com policiais. Das prisões contabilizadas, pelo menos 60 ocorreram após a chegada de tropas da Força Nacional ao estado. Também não se sabe se alguns dos novos detidos estava na fuga de presos

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