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Em seu Twitter, o presidente disse que novo coordenador da prova vai focar em formação acadêmica, e não apenas na "doutrinação" feita em sala de aula

O Presidente Jair Bolsonaro defendeu a fomação acadêmica como ponto principal para a prova do Enem e criticou o que chama de
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil - 1.1.19
O Presidente Jair Bolsonaro defendeu a fomação acadêmica como ponto principal para a prova do Enem e criticou o que chama de "doutrinação"


O novo presidente da República, Jair Bolsonaro, disse neste sábado (5) que o novo responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Murilo Resende Ferreira, vai priorizar o ensino focando na formação acadêmica dos estudantes.

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Em uma publicação em sua conta no Twitter, Bolsonaro afirmou que Resende é doutor em economia pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e que sua formação mostra que ele vai deixar claro a "lacração" e "doutrinação".

"Murilo Resende, o novo coordenador do Enem , é doutor em economia pela FGV, e seus estudos deixam claro a priorização do ensino ignorando a atual promoção da 'lacração', ou seja, enfoque na medição da formação acadêmica, e não somente o quanto ele foi doutrinado em salas de aula", escreveu o presidente.  Confira:


Murilo Resende tem 36 anos e foi escolhido  para o cargo de diretor de Avaliação da Educação Básica do Instituto de Estudos e Pesquisa Educacionais Anísio Teixeira (Inep) - o órgão responsável pelo Enem - pelo novo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez .

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Ministro da Educação disse que Bolsonaro vai aprovar Enem

Ricardo Vélez Rodríguez, ministro da Educação da gestão Bolsonaro, diz que presidente vai poder aprovar prova do Enem
Rafael Carvalho/Governo de Transição
Ricardo Vélez Rodríguez, ministro da Educação da gestão Bolsonaro, diz que presidente vai poder aprovar prova do Enem


Em novembro, Vélez informou que "ninguém vai impedir" que o presidente eleito veja e aprove as provas do Enem, antes de elas serem aplicadas. “Se o presidente se interessar, ninguém vai impedir. Ótimo que o presidente se interesse pela qualidade das nossas provas”, afirmou o ministro .

A declaração se referiu a uma declaração feita por Bolsonaro após a prova deste 2018, em que ele disse que  “vai tomar conhecimento da prova antes”, por acreditar que algumas questões "doutrinam" os alunos. 

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A polêmica em torno da suposta doutrinação surgiu após uma questão do Enem abordar o "dialeto secreto" usado por gays e travestis. "Uma questão de prova que entra na dialética, na linguagem secreta de travesti, não tem nada a ver, não mede conhecimento nenhum. A não ser obrigar para que no futuro a garotada se interesse mais por esse assunto. Temos que fazer com que o Enem cobre conhecimentos úteis" disse  Bolsonaro , na época, em entrevista à TV Bandeirantes .


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